sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Arlequim, parte 3

Confira a parte final do post sobre essa misteriosa entidade: o Arlequim. Se você não leu as partes anteriores, confira: parte1, parte2.

A descrição do Arlequim — o formato do rosto, olhos, boca e corpo magro, andrógino — são semelhantes aos relatórios do tradicional alien "grey". O vereador Adrian Hicks de Winchester, Hampshire, Inglaterra, viu o Arlequim em fevereiro de 2004 e está convencido de que a entidade seja extraterrestre. Hicks desceu a High Street às 13:30 em um sábado, quando viu uma menina loira em um vestido de balé branco, mas o que destacava a menina do resto da multidão era seu modo de andar. Hicks descreveu a mulher como um "humanoide" que andava "como um pinguim", e estava mostrando grande interesse em objetos do cotidiano, como um simples relógio. "Definitivamente um alien", disse Hicks. "Eu a vi por uns bons oito minutos ou mais."
 Embora a rua estivesse cheia naquele dia de inverno e Hicks relatou que alguém tirou fotos dela, ninguém mais veio adiante para dizer que viu a menina no traje de balé, Andrew Napier, repórter-chefe do Hampshire Chronicle, disse. Napier foi a primeira pessoa a entrevistar Hicks sobre seu encontro. "Apesar de muita publicidade nos jornais locais e sites, ninguém se apresentou para corroborar o que o Sr. Hicks disse que viu", disse Napier.
No entanto, o desenho feito da entidade que Hicks viu, deixou uma impressão em Mitchell. "A semelhança em seu desenho era a cara do que temos aqui, o colar era idêntico", disse Mitchell. "Eu me lembro que ele disse que alguém tirou fotos dessa coisa. Eu pagaria para ver elas, eu realmente pagaria. Esperemos que alguém saiba de alguma coisa ou tenha uma história semelhante à tudo isso. O tempo dirá. Vou carregar minha câmera comigo onde quer que eu vá."

Hilary Porter do BEAMS, British Earth and Aerial Mysteries Society (Sociedade Britânica de Mistérios
Terrestres e Aéreos), disse que está convencida de que Hicks viu um extraterrestre. "Eu sinto que este é um encontro real e que ele é uma pessoa honesta e sincera", disse Porter. "Deve ter tido coragem de ir a público com isso, mesmo que os outros viram, também". Porter vive cerca de 30 quilômetros do local do encontro de Hicks, e a área está repleta de ocorrências paranormais. "É um lugar antigo com túmulos pré-históricos", disse ela. "Houve casos de OVNIs e atividade alienígena em Winchester ao longo dos anos."

Karen Totten, que cresceu perto de St. Louis, Missouri, também viu uma entidade parecida com o Arlequim na década de 1970 e, como Hicks, ela tem certeza de que não era deste mundo. "Eu tinha 17 anos. Eu estava trabalhando em uma pequena loja de conveniência, quando uma mulher entrou para comprar cigarros", disse ela. "No começo eu não prestei atenção nela até que eu vi a mão dela quando ela me entregou o dinheiro." A mulher era pequena, cerca de um metro e meio de altura e magra. Mas sua mão era fina e comprida, branca, não era como uma mão humana. Assustada, Totten olhou para cima e viu uma entidade humanoide pálida vestindo uma capa preta com a gola levantada para cobrir o pescoço dela. A peruca longa da entidade tapava os ouvidos e a parte de cima de seu rosto, e ela usava grandes óculos de sol "Jackie O". "Isso não escondia inteiramente o seu estranho rosto", disse Totten. "Ela tinha um queixo muito pontudo, lábios e nariz escassos. Ela não falou."
A entidade levou os cigarros que tinha pago e partiu. "Eu estava meio atordoada", afirmou Totten. "A cabeça dela não era muito grande em comparação com o seu corpo, mas outros detalhes, como sua mão e suas características faciais, não eram como as de um humano."


O Arlequim atrás da porta
Quando Dan Mitchell e sua esposa se mudaram de sua casa de três quartos no sul de Wisconsin, eles mantiveram contato com seus vizinhos. Em 2010, quando a esposa de Mitchell ligou para anunciar que estavam se mudando de volta para a casa no início de março, ela encontrou alguém que estava procurando por eles. "A mulher que morava lá com o marido, ela disse que ela e seu marido estavam assistindo a um filme (5 de fevereiro)", disse Mitchell. "Ela tinha posto uma pizza no forno e quando o cronômetro disparou, ela foi até a cozinha para tirá-la." Alguém estava esperando por ela. "Assim que ela chega à cozinha, ela ficou horrorizada ao ver uma estranha mulher de pé na cozinha", disse Mitchell. "Ela disse que sabia que tinha ouvido alguma coisa, mas pensou que eram os gatos. Não ouviu barulho da porta abrir." A Vizinha de Mitchell disse que a mulher na cozinha parecia que estava usando um disfarce. Cabelo loiro, óculos de sol grandes, "e, em geral ela apenas tinha uma aparência estranha." Ela também segurava uma chave. "Ela disse algo como, 'Eu tenho essa chave para a casa ao lado (a casa de Mitchell). Eu tentei, mas não deu certo. Eu tenho a chave errada porque ela abre a sua porta'", disse Mitchell.
O casal exigiu que a mulher saísse, e ela o fez. "Eles trancaram a porta atrás dela e começaram a correr para as janelas para ver se ela entrava em um carro", disse Mitchell. "Eles queriam anotar a placa para avisar à polícia." Mas não havia nenhum carro, e a mulher parecia ter desaparecido. "Eles chamaram o proprietário e ele saiu para mudar as fechaduras no dia seguinte", disse Mitchell. "O senhorio disse que nunca deu a qualquer pessoa as chaves das casas e não tem ideia de como isso poderia ter acontecido." O encontro abalou a vizinha de Mitchell. "Ela me disse que não consegue dormir à noite e quer comprar um cachorro grande para ter em casa, depois do que aconteceu", disse Mitchell. Mitchell está convencido de que esta mulher tentando entrar em sua casa era a entidade assexuada, de olhos grandes que assolou sua vida. "Eu estou começando a suspeitar que talvez eu esteja sendo perseguido", disse ele. "Eu não posso dizer que haja algo malévolo acontecendo por aqui, mas há algo estranho e perturbador."


É geracional
O Arlequim não terminou com Dan Mitchell; está ligado à Mitchell agora através de seus filhos.
"Enquanto estávamos tomando café da manhã, o meu filho que acaba de completar quatro anos disse: 'Um cara veio no meu quarto ontem à noite e ficou na minha cabeça'", disse Mitchell. "Meu coração disparou e eu não posso saber com certeza que isso significa alguma coisa. Meu filho também mencionou sobre alguém que saiu das paredes e ficou brincando com seu travesseiro. "Embora às vezes seja difícil de interpretar as palavras de uma criança, algo sobre as descrições de seus filhos soava muito familiar. "Em relação à minha filha, do jeito que ela disse, me fez lembrar de quando eu era criança contando à minha mãe essas coisas", disse ele. "Toda essa coisa de 'na minha cabeça' realmente era uma reminiscência da comunicação intuitiva que tive com essa coisa."
Vinte e oito anos depois de seus encontros começarem, Mitchell ainda está tentando descobrir o que esta entidade é. "Meu pensamento é que o que quer quer essa coisa seja, ela tenta se encaixar, mas não parece conseguir entender as coisas", disse Mitchell. "Em outras palavras, não está intencionalmente tentando me apavorar, mas ela se encaixa em nossa cultura por alguma razão. Claro que eu não posso ter certeza de nada disso, estas são apenas as impressões que eu tenho. "Mitchell foi assustado por esta entidade, mas nunca se sentiu ameaçado. No entanto, agora que o Arlequim estava visitando seus filhos, esse sentimento pode mudar.


A decisão
Frustrado, com medo, em pânico, desesperado, Mitchell queria respostas mais do que qualquer outra coisa. O único lugar para recebe-las definitivamente seria a partir do próprio Arlequim. "Minha única curiosidade é como teria exatamente uma conversa com ele?", Disse Mitchell. "Eu sou da opinião de que se eu fosse para sair para um passeio sozinho uma noite, eu seria capaz de chamá-lo e vê-lo, mas para ser bem honesto, o pensamento é incrivelmente assustador.", O rabino Albin disse para Mitchell para livrar-se do Arlequim, isso é o que ele precisa fazer — falar com a entidade. "Este ser está anexado a este jovem e tem sido por muito tempo", disse Albin. "Sua melhor ação seria tentar entrar em contato com o ser e descobrir o que ele quer. Ele iria colocar sua mente à vontade e poderia acabar com um amigo que ele nunca esperou." Então Mitchell fez.


O encontro no parque
Sonhos estranhos bombardearam o sono de Mitchell uma noite no final de abril de 2010; poderosos sonhos vívidos — e eles estavam dizendo algo. "Os sonhos eram tão profundos que eu senti como se eu tivesse sido chamado para estar em um determinado local, em um determinado momento, que seria esta manhã (29 de Abril de 2010), antes do nascer do sol", disse Mitchell. "Contra o meu melhor julgamento, eu decidi ir lá ao ter a impressão de que nada iria acontecer, e todo o assunto seria apenas coisa da minha cabeça na melhor das hipóteses. Eu estava profundamente errado." Mitchell saiu de sua casa antes do sol se levantar ao longo do horizonte, dirigiu até um parque com um playground perto de sua casa, e sentou-se no banco que seu sonho instruiu-o a sentar-se. Ele não estava com nada de especial junto; sem telefone celular, sem câmera, sem gravador de áudio, e sem armas. No entanto, como medida de precaução, ele gravou sua carteira de motorista na perna, no caso de sua esposa ter que identificar seus restos mortais. "É assim que eu estava preocupado antes de sair da minha casa", disse Mitchell. "Eu estava tão ansioso por este encontro que minhas mãos tremiam."
Depois de sentar-se no banco por cerca de 10 minutos, Mitchell percebeu que ele não estava sozinho. "Eu senti que eu tinha cometido um erro grave em aparecer", disse ele. "Ficou claro que a minha mente não estava suficientemente preparada para o evento." Um formigamento cresceu na parte de trás de sua cabeça como se algo quase físico estivesse empurrando-se em sua mente, algo que começou a fluir lá. "Naquele momento, ouvi distintamente uma voz dizer: "Você se lembra de quando nós costumávamos dançar e cantar juntos, Danny?'", Disse Mitchell. "O meu coração congelou, porque ficou claro que havia uma presença bem atrás do banco que eu estava sentado. Eu nunca ouvi uma voz tão incrivelmente rica, possuindo nenhuma acentuação ou defeito de qualquer espécie. Por mais agradável que possa parecer, isso não fez esta experiência parecer menos assustadora. "A coisa atrás dele era o Arlequim. "Não havia nenhuma dúvida em minha mente sobre isso", disse Mitchell. "Eu estava solidamente congelado em terror absoluto. Como eu consegui não me mijar é um mistério."
Mitchell virou a cabeça apenas um pouco e notou a forma esguia do Arlequim de pé a menos de três metros atrás dele. "Foi exatamente como eu sempre me lembrava dele, ele não era um "grey"ou qualquer outro ser do tipo", disse ele. "Era um velho ser humanoide andrógino que ainda possuía as características de uma criança, com aquele típico olhar chocado em seu rosto." Mas ao contrário do que ele sempre lembrava, ele não chamou-se de Fada dos Dentes. Ele deu a Mitchell uma dica do que ele realmente é. "Ficou claro quase imediatamente que eu entrei na mente de algo que existe muito além da humanidade, que nem mesmo em meus momentos mais profundos de desespero ou alegria espiritual, eu já experimentei nada parecido", disse Mitchell. "Ele tem uma certa natureza animal nele mesmo que ele esteja muito acima do reino animal em relação à sua autoconsciência. Estou convencido de que ele tem o potencial de destruir o mundo se ele quisesse." Mitchell não sentiu nenhuma moral humana, nenhuma simpatia humana nesta entidade antiga. "Este tipo de ser opera por um conjunto inteiramente diferente de regras, regras que transcendem a moral de uma forma que não entendemos", disse ele. "Ao mesmo tempo, como absurdo que possa parecer, havia um verdadeiro cuidado que tinha em relação a mim nesta manhã. Mesmo que eu estivesse completamente apavorado, e com vontade de gritar, 'Por favor, não me mate', correr para o meu carro, tornou-se óbvio para mim que ele sentiu uma tristeza horrível em minha resposta em relação ao que ele era. Era como se eu o tivesse rejeitado completamente."
 O encontro de Mitchell com o Arlequim durou apenas cerca de 20 minutos, mas durante essa reunião, ele descobriu que a criatura tinha sido humana uma vez, mas transcendeu a sua humanidade por vontade própria. "Foram comunicadas coisas que eu não queria saber, ou mesmo acreditar nelas. Ele revelou-me como o meu próprio ponto de vista sobre a vida, e minha confiança no tradicionalismo como uma visão do mundo, era ridícula na melhor das hipóteses", disse Mitchell. "Isso me incomoda parcialmente porque é quase como dizer que Deus não existe, que essa ideia é uma ilusão. Sinceramente isso explodia a porra da minha mente de uma forma que eu mal posso expressar."
Mitchell também teve a impressão de que existem mais Arlequins por ai, observando das sombras a humanidade, à espreita nas esquinas de nossas vidas. "Eles estão disfarçando-se como moradores de rua, tenho certeza disso", disse ele. "Eles estão se escondendo e realizando de algum tipo de missão. Digo isto porque em várias ocasiões na minha infância e na idade adulta, ele apresentou-se a mim de tal forma. Eu quero dizer que essa aparência chocada em seu rosto parece relacionada com as provações por que passou."
Mas alguma coisa sobre esta entidade que esvoaçava sobre a periferia da vida de Mitchell, algo desonesto, levava Mitchell a acreditar que ele tem sido um peão em uma grande mentira — um trabalho que ele não quer mais. "Ainda há uma grande parte de mim que considera tudo isso um engano", disse Mitchell. "Às vezes parece que quanto mais pensamos e nos debruçamos sobre as coisas, mais vida e expressão damos à essas ideias. Isso é realmente um pensamento assustador, eu acho. Neste ponto parece que eu tenho a opção de dizer "Não", e toda essa estranheza vai simplesmente acabar. "

Pelo menos, essa é a esperança de Mitchell.





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