terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Estigmas

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 Os estigmas são cada um dos cinco sinais que aparecem no corpo, nos mesmos pontos onde ocorreu a crucificação de Jesus Cristo, isto é, pés, punhos e tórax. Reproduzem as cinco chagas de Jesus. Seriam uma farsa, sinal de paranormalidade, algo psicosomatizado ou um milagre?


  Será que uma pessoa, que procura tanto a identificação com Cristo, é capaz de sentir os mesmos sofrimentos físicos e morais que infligiram a Jesus nos momentos de sua paixão e morte? Para a Igreja Católica, sim. E muitos santos, como São Francisco de Assis, Santa Rita de Cássia e Santo Padre Pio de Pietrelcina, teriam recebido em vida os estigmas de Cristo.
  Os estigmas seriam as marcas das cinco chagas de Jesus pregado na cruz, e surgem nas mãos e pés, costas (marcas das chibatadas) e cabeça (marca da coroa de espinhos). Somente nos santos, pessoas que procuraram em vida a verdadeira identificação com Cristo, as chagas se manifestariam.

  Durante séculos, cientistas e médicos têm-se debruçado no estudo sobre as pessoas que receberam os sinais, os chamados estigmatizados. Algumas teorias estudadas destacam que as feridas seriam provocadas pelas próprias pessoas que as recebem, quando se encontram em estado de hipnose ou de sonambulismo. Cientificamente, não foi encontrada explicação para tais fenômenos.
  Há os que defendem que as chagas aparecem por sugestões da mente. Segundo a parapsicologia, as feridas podem surgir por um fenômeno denominado dermografia - a produção de sinais na pele, como letras, manchas ou desenhos induzidos por estados alterados de consciência. Já para os mais céticos, liderados por Robert Todd Carroll, editor do Dicionário Cético, os ferimentos deveriam ser interpretados como uma fraude e não como reações psicossomáticas. "Nenhum estigmatizado manifesta esses ferimentos do princípio ao fim na presença de outros. Só começam a sangrar quando não estão sendo observados", diz o pesquisador.

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  O primeiro estigmatizado e mais famoso teria sido São Francisco de Assis (1182-1226), um dos homens que mais se aproximou do modo de vida de Cristo. Alguns biógrafos, como René Fülop-Miller, em Os Santos que Abalaram o Mundo, defendem a idéia da presença dos estigmas no corpo do santo nos dois últimos anos de sua vida. Mas, para o biográfo Donald Spoto, em Francisco de Assis - O Santo Relutante, nenhuma fonte antiga digna de crédito se refere a chagas sangrentas nas mãos e pés de São Francisco. Segundo ele, as feridas que acometeram o santo não passavam de sintomas da hanseníase - doença antes conhecida por lepra.
  Mas, alguns teólogos debatem se o próprio São Paulo foi estigmatizado ( baseando-se em Gálatas 6:17 - "Eu trago no meu corpo as marcas de Jesus "), o que o tornaria o primeiro a receber as chagas de Cristo.


Outros Casos
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  O Padre Pio (1887-1968), um dos estigmáticos mais conhecidos do século XX , teve no dia 20 de agosto de 1918 uma visão de uma pessoa misteriosa cujas mãos, pés e tórax pingavam sangue . Após o Padre Pio ter esta visão, ele recebeu o primeiro dos estigmas que fariam com que suas feridas sangrassem diariamente durante 50 anos.



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  Em 1275, uma freira cisterciense chamada Elizabeth recebeu estigmas em sua testa (representação da coroa de espinhos de Cristo) após ela ter uma visão da crucificação. A tradição da Igreja diz que Santa Catarina de Siena (1347-1380) foi visitada com as marcas do sofrimento de Cristo, mas através de sua grande humildade, ela orou para que elas pudessem tornar-se invisíveis, e , embora a dor das feridas tenham permanecido, sua súplica foi atendida e o sangue parou de fluir das chagas. 



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  Marie Therese Neumann (1898-1962) também era um estigmática que se tornou familiar para o público em geral. Nascida entre a Sexta-feira Santa e a Páscoa em Konnersreuth, Baviera, Neumann sofreu uma série de acidentes graves que lhe causaram a cegueira, convulsões e paralisia. Sua visão foi restaurada no dia da beatificação de Santa Teresa de Lisieux (1873-1897), 29 de abril de 1923, e no dia da canonização de Santa Teresinha em 17 de maio de 1925, ela voltou a ter mobilidade. Então, após ter uma visão de Jesus em 4 de março de 1926, os estigmas começaram a surgir em seu corpo, e ela passou a ter sangramentos em todos eles, incluindo os ombros e os joelhos, às sextas-feiras, especialmente durante a Quaresma. Alega-se que do Natal de 1926 até sua morte, em 1962, Neumann não comeu ou bebeu nada, exceto a comunhão diária.



  Para os crentes, eles tratam-se nada mais, nada menos do que milagres. Eles veem os estigmas como um grande presente de Deus, apesar da dor que o acompanha. No entanto, a aparência inconsistente de estigmas, que diferem de um estigma para o outro, é difícil de explicar. Os estigmas frequentemente aparecem nas palmas das mãos e nas costas das mãos, embora os historiadores tenham comprovado que as vítimas da crucificação eram perfuradas através do pulso, ao invés da própria mão. De qualquer forma, continua um mistério.






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