sábado, 23 de novembro de 2013

Contos do Zumbi: A bomba peniana maldita

"A bomba peniana maldita"



  Era uma vez, uma cara conhecido como Tico. Um cara como outro qualquer; poderia ser o seu amigo, seu vizinho ou talvez até seu primo. Como uma pessoa qualquer, ele tinha os seus segredos, um deles... era um segredo que o constrangia, que o fazia ter medo de ter uma namorada. Um "pequeno" segredo, se é que você me entende.
  Inconformado com a sua situação, ele tentou de tudo. Chás milagrosos, bombinhas de sucção, amarrar pesos... mas nada parecia funcionar, então ele sentiu-se fadado à solidão do onanismo. No entanto, certo dia, os deuses sorriram para Tico. Vagando por alguns fóruns na Deep Web, ele deparou-se com uma história misteriosa sobre um feiticeiro poderoso, nascido nos confins do Zimbábue, e radicado nessas terras tupiniquins. Dizia-se que esse homem misterioso levou mais de sete mil mulheres para a cama. Ele era uma lenda, parecia emanar um poder misterioso que o permitia-o possuir quem desejasse. O boato que corria, é que ele tinha em seu poder um objeto mágico que conferia-lhe um "poder especial" ao seu companheiro de guerra, se é que você me entende (hã? hã?). Esse era o seu GRANDE segredo para o sucesso com as mulheres.
  Foi ao ler o resto da lenda que Tico ficou intrigado e ao mesmo tempo feliz. Reza a lenda, que esse homem não teria morrido na realidade; ela teria transcendido, deixando esse mundo para trás, e enterrado no caixão ao invés de seu corpo, estaria o objeto que conferia à ele os tais dotes mágicos com a mulherada. Naquele cemitério, naquela sepultura... diferente de todas as outras, embaixo do velho carvalho.
  A parte que deixou Tico interessado, foi que coincidentemente, o cemitério onde dizia que ele estava enterrado era na mesma cidade em que ele morava. Isso fez com que várias ideias mirabolantes passassem pela sua cabeça, mas no entanto, o que desanimou-o um pouco foi ler os comentários sobre a história. Coisas do tipo: "Bobagem isso, é claro que é mentira", e também havia uma ressalva de que o objeto só poderia ser encontrado em noites de lua cheia, das 3 às 4 da manhã, nos meses que não possuem "R". De outra forma, você apenas encontraria um caixão vazio.

  Dias se passaram, e depois semanas, e a solidão de Tico ia aumentando cada vez mais. Ele desejava ter alguém, queria afogar as mágoas, queria afogar o ganso, coisa e tal. Mas o seu medo de ser ridicularizado era maior. Foi então que em uma noite de lua cheia, em um mês sem o erre, Tico caminhou pela noite clara, levando consigo apenas sua determinação e uma pá.
  Ele não teve problemas em invadir o velho cemitério, sua vontade era férrea e sua alma de pervertido era forte. Logo ele encontrou a lápide, embaixo do velho carvalho, levemente iluminada pela alva lua cheia. Estava lá, a estranha lápide com inscrições incogniscíveis.
  Tico pôs-se à cavar. No começo foi fácil, mas logo aquela terra parecia não ter mais fim, o suor escorria por sua testa, e o medo de encontrar um cadáver putrefado no lugar do objeto mágico, começava a crescer. E se toda aquela história sobre o objeto milagroso não passasse de uma peça pregada por alguém?
  Tico engoliu à seco, a pá bateu na tampa do caixão. Agora era desistir e voltar para casa sujo de terra com o rabo entre as pernas ou enfrentar seus medos e dúvidas e descobrir a verdade. Depois de longos 3 minutos, à 7 palmos abaixo do chão, ele resolveu seguir em frente e abrir o caixão.
  Seu coração parecia que ia saltar pela boca. Tico foi para o lado e usou a pá como alavanca para abrir a tampa e... Lá estava, apesar da penumbra, ele notou que realmente não havia corpo algum, apenas um objeto... uma caixa. Tico sorriu, pegou a caixa para si e saltou para fora do buraco. Sentia-se vitorioso, nem deu-se ao trabalho de enterrar o caixão de volta, apenas deixou para trás aquele cemitério que provocava calafrios.
  Chegando em casa, pôde analisar melhor o objeto em questão. Uma caixa com inscrições gravadas como se fossem feitas pelo fogo do inferno. Havia algo dentro, o que seria... Tico abriu. Era uma espécime de... bomba peniana arcaica, feita em madeira de mogno e látex de seringueira. Também possuía inscrições estranhas nela.
  Apesar de estar um pouco inseguro, Tico não teve dúvidas, tirou o companheirinho pra fora e começou a bombear a bagaça. Com um sorriso de orelha a orelha, ele ficou no trabalho manual durante quase meia hora. Quando tirou a bomba mágica, ele pôde ver o resultado. Ele ficou completamente espantado e maravilhado, parecia que tinha emendado dois no lugar do antigo. À partir desse dia, sua vida mudou, ele tornou-se confiante, xavecou todas as menininhas da cidade, de tanto brincar de médico, aos 20 finalmente virou professor. Lol.
  Foi então que algo estranho aconteceu. Certo dia, quando foi dar a sua bombeadinha diária para manter o companheiro em forma, Tico não conseguiu encontrar o objeto mágico, ele havia desaparecido. Tico procurou, revirou a casa inteira e não conseguiu encontrar. Havia sumido como mágica, mas tudo bem, ele tinha conseguido o que queria mesmo, o que haveria de mal nisso?

  Três dias depois, Tico foi encontrado morto em seu quarto, ele estava com o corpo rígido, e uma expressão de horror congelada em seu rosto. Seu pênis, bem... esse estava seco e miúdo como uma uva passa.

***


  Pedro era um cara normal, como qualquer outro, também tinha segredos, como qualquer outra pessoa têm. Um deles bem constrangedor...
  Hoje Pedro recebeu uma encomenda misteriosa, sem remetente. Era uma caixa bem estranha, com inscrições também estranhas, como que feitas pelo fogo.

  Nunca se sabe o que vai chegar pelo correio, não é?





Compartilhe no Facebook Compartilhe no Tweeter Compartilhe no Google+ Inscreva-se no nosso Feed Voltar ao Início Image Map

Comente com o Facebook: