domingo, 1 de setembro de 2013

Conto: Eles vêm do Esgoto PARTE FINAL

contos de terro cômico, histórias
 Fantasmas e mãos do além saindo do esgoto? Se você ainda não leu as partes anteriores, confira clicando aqui: 01, 02, 03 e fique por dentro do que vai acontecer agora.



  Cara, fala sério. Até uma semana atrás eu estava curtindo umas festinhas maneiras, bebendo umas e outras na faixa, curtindo um camarote vip.. e agora vou literalmente descer pelo esgoto. Vocês imaginam o quanto de sujeira, estrume, lombrigas selvagens, morcegos, jacarés e sei lá mais o que deve morar em um lugar como esses? F*da.
-Quem vai primeiro? - perguntei.
-Vai você, carinha. - Disse Tiago Saci, após dar uma tchucada na garrafa de cachaça. Que filh* da p*ta, justo eu?
-Ei, vai você, que é o sabidão das urucubacas. - falei. Enquanto isso o Ruéla começava a abrir a tampa do esgoto com o pé de cabra. Quem passa pela rua todos os dias não deve perceber, mas aquela tampa parece pesar uma tonelada quando levantada!
-Aaahhhh! - gritou Ruéla. Quando ele removeu a tampa para o lado, saiu umas "trocentas" baratas de lá.
-Caraca velho, olhe onde você quer enfiar a gente - falei.
-Ai carinhas, sugiro ir logo ou vamos nadar na m*rda. - disse Tiago Saci apontando para o lado de onde vinham os relâmpagos. Em seguida ele acendeu uma lanterna que Jack da Granja estava segurando e pôs de volta na mão dele.
-Vai zumbi! - disse Saci. E não é que ele foi mesmo? Ele é tão magrelo que passou que nem uma bala no buraco. Todos olhamos para baixo, vendo uma leve claridade vinda da lanterna. Depois disso o Ruéla desceu, e em seguida foi minha vez. Confesso que não foi nada agradável, conforme fui descendo, o cheiro que já estava ruim, foi piorando. Para piorar mais, o esgoto não se parecia em nada com o que se vê nos filmes. Deve ser porque é esgoto brasileiro, é muito mais apertado, eu quase estava tendo um ataque claustrofóbico, e além de tudo, tinha de me agachar. Mal podíamos enxergar, mesmo com as lanternas.
-Caramba - disse Ruéla, causando eco - isso aqui fede pra c*ralho.
-Carinhas, é por ali, sinto as vibrações! - disse Tiago Saci. Confesso que meu sedentarismo não estava ajudando em nada, ficar inclinado estava me dando dor nas costas, preparo físico zero.
  E quando parecia que essa história já ia de mal à pior, a desgraça ficou completa. Aconteceu algo que nem passava pelas nossas cabeças a possibilidade de ocorrer. Ouvimos um barulho de algo pesado arrastando, ecoou pelo esgoto, e de repente tudo ficou mais escuro ainda. Alguém pôs de volta a tampa.
-Ei! p*rra, não fecha não! - Ruéla passou por mim igual à um jato, e já estava no alto da escadinha, tentando erguer a tampa. Mas ela não parecia mover-se nem um milímetro para cima. Quem quer que tenha feito isso, sabia muito bem o que estava fazendo. Quem será? Droga.
-Aí carinha, relaxa - disse Tiago Saci - tem muitas outras tampas por aí, tais ligado? - Bem, pensando por esse lado, não estamos "tão" ferrados assim.
  O Jack da Granja estava na nossa frente, mudo e estranhão como sempre. Eu ouço um barulho estranho perto de mim e me assusto.
-O Fantasma! - gritei. O Ruéla apontou a lanterna ao mesmo tempo que eu, para ver o que era. Era o maldito cachorro do Jack da Granja.
-Mano, como essa porcaria de cachorro veio parar aqui? Ele teleporta também, é? - falei indignado.
-Deve ter algum lugar aberto por onde ele entrou, não me lembro de ter visto ele entrar com a gente. - disse Ruéla. A última vez que vi ele foi no quintal de casa, bicho muito estranho.
  Senti algo molhado. Eca, era o nível da água do esgoto subindo, ela estava tocando nos nossos pés.
-Vamos logo, a água podre tá subindo. - falei.
-Que merda, é mesmo. - Disse Ruéla. Tiago Saci empurrou o Jack da Granja que estava mortão à sua frente.
  Fomos seguindo pelo caminho indicado por Tiago, fizemos uma curva à esquerda e eu fui iluminando a nossa frente com a lanterna. Jack, apesar de estar com a melhor lanterna, só iluminava para baixo, então eu fui iluminando o alto, para não correr o risco de bater a cabeça em algo estranho (leia-se imundo). Iluminei algo brilhante, pareciam olhos, paralisei. Eram morcegos, senti-me aliviado, e continuei a seguir Tiago que estava em minha frente. À frente de Tiago Saci estava o Jack da Granja, iluminando o caminho, e atrás de mim seguia o Ruéla, se cagando de medo e reclamando sem parar. Passou por nós uma ratazana tão grande que pensei ser o mestre splinter. Baratas nem se fala, tinham por todo lado. Quem vive tranquilo em sua casa mal pode imaginar a quantidade incontável de baratas que moram abaixo de seus pés.
  Percebe algo movimentar à nossa frente, imediatamente miro a lanterna em sua direção. Havia algo estranho no teto mais à frente. Andamos mais um pouco para conseguir enxergar melhor o que era, mas quando compreendi o que era, pensei ser melhor ter ficado para trás. Um esqueleto podrão estava grudado no alto, parecia mais um cadáver em decomposição. Como ele foi parar grudado no alto como se fosse o homem aranha? Mistério.
-Caraca, velho, isso tá cada vez mais parecido com sobrenatural! - Falou o Ruéla. Tiago brecou e segurou o Jack da Granja pela gola da camiseta.
-Ei, carinhas, isso aqui não tá certo não! - e virou a garrafa de cachaça de ponta cabeça para comprovar que tinha mesmo acabado. Isso nos distraiu tempo o suficiente, de forma que quando voltamos à olhar para cima não havia mais nada. Agora a p*rra ficou séria.
-Nossa, vamos sair logo daqui, mano! - gritou Ruéla, já desesperado. Confesso que nessa hora eu estava pensando a mesma coisa. Abrimos o saco de sal grosso e cada um pegou um punhado. Eu enfiei sal até nos bolsos.
-Ai, carinha, eu estava enganado. - disse Tiago Saci - não foi trabalho isso aqui não!
-Então foi o quê?! - perguntei enquanto corríamos em outra direção procurando por uma saída.
-Lembra, daquela lenda urbana do bêbado que perdeu a carteira no bueiro? - perguntou ele. Eu e Ruéla respondemos positivamente - Foi aqui que ele veio parar, carinha!

  Para você que está perdido(a) com essa lenda, ela surgiu à uns dois ou três anos atrás. Comentava-se que um homem muito agressivo, que saía revoltado do serviço em uma usina que tem aqui, e ia para o bar encher a cara até altas horas. Depois, ele voltava para casa mais doidão ainda e descontava sua ira em cima de sua esposa e filhos, ele descia a porrada neles. Até que em um fatídico dia chuvoso, ele derrubou sua carteira no meio fio. A enxurrada então, acabou carregando sua carteira para dentro de um bueiro. O bêbado indignado vai atrás da carteira e se enfia para dentro do bueiro procurando por ela, outro bêbado amigo dele tentou ir lá para ajuda-lo mas acabou sumindo junto. Depois disso ninguém mais nenhum dos dois. Dizem que eles morreram no esgoto, mas ninguém achou nada e ficou tudo apenas no burburinho. Mas pô, mas vieram justamente parar aqui?! Que b*sta de sorte, meu.
-Carinha, o único jeito vai ser encontrar a carteira dele! - disse Tiago Saci. Acho que ele está certo, o problema vai ser realizar essa tarefa com essas malditas assombrações em nosso encalço.
-Castro, eu tive uma ideia - disse Ruéla -Se eles estão assombrando a sua casa, pode ser que a carteira que o fantasma perdeu tenha ido parar perto do esgoto de sua casa. - Para mim, esse raciocínio fez muito sentido.
-E se não for o defunto do bêbado? -  perguntei - e se for trabalho de mandinga mesmo?
-Vai por mim, carinha - disse Tiago Saci, que estava andando rápido, arcado e mancando. - to sentindo as vibrações, to sentindo as vibrações!
-Sei bem que tipo de vibrações você está sentindo - falei irritado - não foi você mesmo que falou que era culpa de um trabalho, e agora muda de ideia!
-É que eu não tinha calibrado direito os canais! - respondeu ele. Sei bem quais canais. Não tinha era calibrado o fígado com álcool. Mas fazer o quê, é isso ou nada, melhor tentar alguma coisa, e torcer que seja a opção correta. Apesar de estar andando meio agachados, andamos um bom pedaço nesse meio tempo. Estava escorregadio, a água suja já estava alcançando os tornozelos. Jack da Granja todo zumbificado, estava quase ficando para trás, se fôssemos amigos da onça, ele estaria mais ferrado do que já está.
  Logo à nossa frente, encontramos algo estranho em uma das paredes do esgoto, parecia um buraco, parte da água do esgoto estava escoando para lá. Estávamos tão assustados com a situação que nem tinha parado para perceber o quão fétido estava aquele lugar. Não era exatamente cheiro de m*rda, mas um cheiro ranço, bem desagradável.
  Iluminando o local, a fresta parecia-se com uma erosão na parte quebrada da parede do esgoto, ou algo do tipo.
-Pra onde isso vai dar? - perguntou Ruéla. Jack da Granja deu de ombros, todo mundo olhou pra ele espantado, pela primeira vez ele estava reagindo "como gente".
-Ai Tiago, o efeito "zumbi" está passando. - falei e ri, mesmo não estando no clima de achar graça em coisa alguma.
-Não há mal que perdure, carinha! - respondeu ele. - Tomara, pensei comigo.
-Vamos descobrir para onde isso leva. - falei. Seguimos pela fresta, mas o que parecia uma boa ideia, mostrou-se uma grande furada. Estava uma mistura de água de esgoto com barro e mais sei-lá-o-quê. Aposto que deveria ter até m*rda lá.
-Droga! - gritou Ruéla, erguendo uma das pernas. Estava faltando alguma coisa, e era o seu tênis, que havia ficado enterrado no fundo lamacento. Enquanto ele reclamava, podemos ouvir um berro sinistro vindo atrás de nós.
-Corre, doido! - falei. Parecia haver uma leve iluminação vindo à nossa frente. Corri adiante o mais rápido que pude, o chão parecia segurar os meus pés, e conforme eu corria, espirrava aquela maldita água suja em meu corpo e até em meu rosto.
  Chegando ao final do caminho, parecia haver um buraco acima. Olhando para ele, era possível ver os clarões dos relâmpagos acima. Aleluia, a superfície. Olhei para trás e iluminei os demais: estava todo mundo, até o Jack da Granja e o cachorro dele que some e aparece do nada. O rosto de todos tinham pequenos espirrados de lama do esgoto, prevejo pessoas no hospital em breve.
  Algo pareceu passar rapidamente na frente da fresta do esgoto, não deu tempo de iluminar com a lanterna para ver o que era, mas eu já fazia alguma ideia do que se tratava: problema.
-Vaza, carinhas! - gritou Tiago. Depois disso ele deu umas bufadas e fez uns tiques muito estranhos, eu hein. Agora não dá pra voltar mais, então só nos resta a saída do buraco. Subi na beirada do barranco de terra à frente e comecei a cavar com as mãos. Meus dedos doíam com a terra entrando embaixo das unhas. O Saci estava cada vez mais estranho e isso estava me deixando nervoso, um zumbi, um louco, um cachorro raivoso e fantasmas demoníacos atrás de mim, oh vida.
  O desespero misturado com o medo realiza milagres na vida de uma pessoa, eu parecia uma toupeira nata, quando menos percebi já estava saindo de lá. Quem visse essa cena, com toda certeza iria se assustar: um cara saindo da terra todo sujo, literalmente um zumbi de verdade. Não como o Jack da Granja, esse aí não mete medo em ninguém.
  Saí ao lado de uma moita,  parecia ser o quintal de alguém, capaz de a pessoa ouvir os barulhos e ligar para a polícia, ou pior ainda, se tiver algum cachorro lá.
-Ai, ai, ai! - reclamava Tiago Saci, o último à passar pelo buraco. Sua barrigona ficou entalada, tivemos que puxar ele.
-Segura com força! - disse, Ruéla.
-Ahh, carinha ele me pegou! tá mordendo o meu pé! - gritou Tiago Saci. Puxamos ele com mais força ainda, até que ele desentalou e saiu com o barrigão todo ralado. Realmente ele estava sendo mordido, mas não era fantasma nenhum, era um ratão. Hahaha.
-Que porcaria cara, você vai pegar uma lectospirose! - disse o Ruéla.
-É leptospirose, seu burro - eu disse. Iluminei o buraco de onde saímos. Tudo escuro, então de repente aparecem olhos pelo buraco, e eu pulo para trás de susto.
-P*rra velho, vamos sumir daqui! - falei - Já não sei mais o que fazer, como que vou para minha casa?! Não resolvemos em nada o problema.
-Falando em casa... - disse Ruéla - essa aqui não é a sua?
  Iluminei ao redor com a lanterna, e ele estava certo. Estávamos nos fundos do quintal de minha casa, tudo começou a fazer sentido: o esgoto, a assombração, a minha casa. Uni as peças do quebra-cabeça.
-Carinha, preciso de outra garrafa. - suspirou Tiago Saci. Eu sabia que esse cara era uma furada, mas não sabia que iria ser tão inútil assim. Só bebe e não exorciza nada.
-Como vamos resolver isso agora? Minha casa tá possuída por espíritos cachaceiros dos infernos. - reclamei.
-Pô cara - disse Ruéla - você tá ferrado mesmo.
-A, vá. - respondi.
  Jack da Granja estava paradão lá, e já não estava mais com a lanterna na mão. Pra variar esse arrombado perdeu a lanterna do meu pai, só to tomando prejuízo hoje. Iluminei ele com a minha lanterna e notei que perto dele estava aquele maldito cachorro raivoso dos infernos. Nem vi esse maldito saindo do buraco, eu falo que esse cachorro é sobrenatural, sério.
-Ei, o que é isso na boca dele? - Ruéla perguntou.
-É Raiva - respondi - esse cachorro tá louco.
-Não isso, eu falo sobre aquilo que ele está mordendo. - Ruéla respondeu. Iluminei com a lanterna e tinha realmente algo. Tiago foi chegar perto e o cachorro começou a emitir novamente aquele rosnado do além. Sinistro.
-Zumbi. - disse Tiago - manda ele soltar essa coisa!
-Réques - disse Jack da Granja, sua voz já parecia mais "normal" do que antes - larga!
  O maldito cachorro soltou, e eis que era uma carteira toda podrona.
-A carteira do defunto! - gritamos juntos. Nesse momento senti-me animado novamente. Afinal, a sorte parecia sorrir novamente para mim.
-Queima essa m*rda! - gritei.
-Não carinha, vai piorar. Isso vai revoltar o espírito e aprisionar ele aqui. - respondeu Tiago Saci - Temos que libertar.
-Libertar como? - Ruéla respondeu - pra mim isso funciona é na base do sal e fogo.
-Tem que jogar no rio. O rio leva tudo embora pro mar, carinhas! - Tiago Saci disse.
-Estamos esperando o quê? - falei.
  Bom, lá fomos nós. Todos sujos de lama de esgoto, e fedendo pra c*ralho. No final das contas o temporal ficou só na ameaça, pelo menos na rua de casa não choveu nada. Fomos caminhando até chegar no rio e nos livrarmos da maldita carteira.
-Adeus, agora me deixe em paz - Eu disse, assim que Tiago jogou a carteira no rio. Que coisa, parei pra pensar em tudo que havia ocorrido. Os caras morreram no esgoto, tudo bem que diziam que um era mal e tals, o outro eu não sei, mas deve ter sido horrível isso, não é a toa que viraram assombrações. O dia começou a clarear, estava tremendamente frio, uma leve neblina corria sobre o rio.
-Você acha que agora vai ficar tudo bem? - perguntei.
-Vai sim, carinha. Eles foram em paz. - respondeu Tiago. Jack da Granja fez um sinal de joia, eu sorri.
  Fomos até a minha casa novamente, as poucas pessoas que encontravam a gente na rua à essa hora, desviavam para o outro lado. Um pouco por medo e outro pouco pelo nosso fedor, eu acho. Tiago pegou o que sobrou de pinga e foi embora me cobrando novamente as carnes que sumiram. Talvez um dia eu pague elas, mas por enquanto deixa assim, afinal ele não fez praticamente nada. Ruéla tomou um banho em minha casa e vazou embora. Depois desse dia voltamos a manter mais contato, como tínhamos antigamente. Quanto à minha casa, parecia estar normal, nada de mãos nem nada. O cheiro de podre também foi embora, inclusive o meu cheiro de podre, após um banho caprichado.
  Você deve estar curioso(a) para saber em qual parte se encaixa a cafetina loucona do outro lado da rua. Eu perguntei para o Tiago o que era aquilo que ela deixou em frente à minha casa. Parece que ela estava querendo levar uma chinelada na barata cascuda dela. Eu hein, ou era pra mim, ou pro meu pai. Tomara que seja pro velho, haha! Aqueles trecos vodu na frente da casa dela era pra proteção, parece que os Gasparzinhos do bar também andaram assombrando as outras casas da vizinhança. Quanto à identidade de quem tapou o bueiro, isso ficou no mistério. Talvez uma pessoa, ou então foram os fantasmas, ou até mesmo um anjo, por que não? Se não fosse por isso, não teríamos encontrado a carteira.
  Após alguns meses, acabamos nos mudando para outra casa, nessa mesma cidade. Minha mãe botou na cabeça que a casa em frente era uma boca de fumo, de tanto que ela via mano entrando e saindo de lá, e também devido às fofocas da vizinhança. Outra coisa que ajudou também, foi ela ter visto alguns manos que ficavam lá de olho em minha irmã, haha. Agora estou morando mais perto do Ruéla, estou fazendo faculdade de direito e seguindo a vida numa boa, sem nenhuma assombração do além saindo do meu banheiro. Confesso que meu interesse pelo sobrenatural foi despertado, antes eu não acreditava muito nessas coisas. Tudo bem que eu tinha medo, mas era mais um respeito mesmo. Medo respeitoso.
  Enfim galera, pode parecer muito bizarro tudo isso que aconteceu, mas eu lhes digo: a realidade é mais bizarra que a ficção, isso eu garanto. Fiquem suaves e se forem mudar para outra casa, tomem muito cuidado. À propósito, ainda estou solteiro.

FIM


por: Nando Bonvento





Compartilhe no Facebook Compartilhe no Tweeter Compartilhe no Google+ Inscreva-se no nosso Feed Voltar ao Início Image Map

Comente com o Facebook: