sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O Mistério do Vampiro de Croglin Grange

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 De qual você tem mais medo, de Vampiros ou de Zumbis? Os dois? Nenhum? Dificilmente hoje em dia  pessoas têm medo deles, se tornaram algo comum na mídia. Mas houve um tempo em que tais figuras não possuíam o estereótipo que têm hoje e as pessoas as temiam profundamente.
  Se um ou outro era terrível, agora tente imaginar então um Vampiro-Zumbi morador de tumbas retornado do mundo dos mortos. Tenso.
  Confira a história deste temível ser, que ficou conhecida como o mistério do vampiro de Croglin Grange.


  A história seguinte é supostamente um relato real de vampirismo de "morto-vivo". Mas infelizmente, a passagem do tempo e a falta de evidência histórica sólida, realmente deixa esse caso aberto à especulação pessoal e interpretação.



  Croglin é uma pacata e pequena aldeia em Cumbria, Inglaterra, situada na paisagem bela e pitoresca do Lake District.

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 Croglin Hall, ou como é conhecido agora, Croglin Low Hall, foi originalmente de propriedade da família Fisher. (É mencionado em alguns registros que o Salão foi originalmente um único prédio de dois andares, enquanto o edifício tem agora uma segunda adição). Em algum momento no início do século 19, a posse de Croglin Hall mudou para a família Cranswell. Dois irmãos e ima irmã. Amélia mudou-se para o corredor após um período de ele ficar vago durante um inverno rigoroso. Eles instalaram-se rapidamente na nova residência e foram recebidos pela comunidade local e eram muito populares. Logo, a primavera deu lugar ao verão, e muitas vezes eles iam sentar-se na varanda no início da noite observar as sombras caírem sobre os vastos gramados.
  Uma noite, Amélia retirou-se para seu quarto e decidiu deixar as persianas de seu quarto abertas para que ela pudesse aproveitar a suave luz do luar que entravam banhando o gramado com um brilho prateado. Ela sentou-se apoiando em seus travesseiros olhando fixamente para fora observando o gramado em direção ao cinturão de árvores na extremidade que separava sua propriedade da igreja e sei cemitério e um pouco além.
  Quando ela olhou para lá, viu dois pontos pequenos de luz que se esgueiravam por entre as sombras das árvores. Intrigada, ela saiu da cama e atravessou o quarto até a janela para tentar enxergar melhor. Ela podia vê-los um pouco melhor agora, e percebeu que os dois pontos de luz definitivamente estavam fixos em algo. Foi então que o "algo" saiu da sombra das árvores. Com um sobressalto, ela percebeu percebeu que as luzes eram olhos brilhando em uma silhueta negra. A figura era alta e muito esguia, e parecia atravessar o gramado em uma questão de segundos, quando ela se afastou da janela horrorizada com o que estava do outro lado do vidro observando ela: Uma horrível marrom e enrugada face, com olhos que brilhavam como carvão em brasa. Ela tentou gritar, mas tal era o medo que sua voz não saiu.

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   Ela pulou para a porta de seu quarto que estava trancada, contando com o fato de que a porta ficava próxima da janela, obrigando ela a encarar a "coisa" que estava lá fora momentaneamente. Sua única preocupação era se a janela estava bem trancada. Em seu  terror, ela se atrapalhou com a chave derrubando-a no chão escuro.
  Ela pôs-se a rastejar pelo chão procurando a chave, quando ouviu um som suave de "pec pec pec" vindo da janela, e para o seu horror, ela percebeu que a criatura estava pegando em uma das janelas. Houve o som de vidro quebrando no chão e ela viu uma mão ossuda atravessar a janela e destravá-la. A criatura passou pela janela agora aberta, e antes que ela percebesse, estava sobre ela. Ela sentiu uma dor aguda em seu pescoço. Não conseguindo se libertar, ela gritou.
  Seus dois irmãos vieram correndo pelo corredor, só para encontrar a porta trancada. Eles conseguiram arromba-la. No momento que entraram no quarto, a criatura já havia fugido e estava correndo de volta pelo gramado em direção ao cemitério. Amélia estava inconsciente na cama, ela estava sangrando muito de um ferimento no pescoço.
  Um dos irmãos começou a perseguir a coisa através do gramado, mas a criatura escapou com facilidade e atravessou o muro com um único salto. Ele interrompeu a perseguição para voltar e ajudar seu irmão com a irmã. Saiu muito sangue de sua garganta, mas conseguiram estancar o seu sangramento e estabilizá-la. Amélia sobreviveu ao ataque e se mudou temporariamente para a Suíça para tentar esquecer dessa experiência antes de voltar a Croglin Hallm, na verdade, por insistência de Amélia.

O Retorno

  Ela voltou para lá e instalou-se novamente em seu quarto, com vista para o gramado, mas dessa vez, os irmãos mudaram-se para os quartos adjacentes do outro lado do corredor, e as portas dos quartos ficavam sempre destrancadas. Duas pistolas carregadas foram deixadas em uma mesa no corredor. Não demorou muito para que ela testemunhasse novamente os dois pontos de luz fazendo seu caminho através do gramado e ver novamente o rosto horrendo e enrugado em sua janela. Desta vez, ela conseguiu gritar, e os
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dois irmãos vieram correndo para ajudá-la, só que desta vez, um pegou uma pistola e correu para o lado de fora para ver a criatura correndo pelo gramado. Ele mirou e atirou, acertando-o na perna. Ele tropeçou e vacilou. Então ele correu atrás da criatura. A criatura escalou o muro alto, muito alto para o irmão de Amélia escalar rapidamente, então ele correu em torno dele, perdendo preciosos segundos enquanto o fazia. Ele seguiu a criatura pelo lado externo da igreja, à distância e assistiu de perto a tumba em que se escondera. Sozinho e com uma pistola descarregada, ele decidiu voltar para a casa e deixar para retornar ao local no amanhecer.
  No dia seguinte, os irmãos e alguns moradores foram para o local no cemitério perto da igreja onde a criatura tinha desaparecido. Ao abrir a tumba, eles encontraram caixões que haviam sido abertos, quebrados e o corpos dentro, mutilados. Havia um caixão que parecia estar intacto, e ao abri-lo, encontraram um cadáver murcho dentro, idêntico à descrição que Amélia tinha dado. Além disse, havia em sua perna uma ferida. Um dos irmãos, pegou dentro de seu bolso um canivete e usou para cavucar a ferida na perna do cadáver, retirando dela uma mini bola multi-colorida. O irmão reconheceu-a como uma das balas de pistola que ele comprou enquanto estava na Suíça...
  O caixão e o seu conteúdo foram arrastados para fora e incendiados, pondo fim ao Vampiro de Croglin.


Pesquisas e Conclusões

 Então, uma história intrigante, não é? Para ser honesto com você, eu realmente não estou certo do quanto é verdade (com exceção do local) e quanto é ficção, considerando que essa história tem muitos elementos parecidos com a terrível história do "Vampiro Varney". Seria apenas um conto derivado ou algo parecido que aconteceu?

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A igreja de Croglin.

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Uma nota em www.mysteriousbritain.co.uk também menciona:

"Uma pesquisa recente de Lionel Fanthorpe, sugere que a história é muito mais antiga do que o relatado. A capela e a tumba perto da casa foram demolidos no dia de Cromwells, e um segundo andar foi adicionado à casa após essa data. Assim, a descrição da história combina melhor com o século 17."

  Clive-Ross, mais tarde, discutiu o caso novamente com os moradores da área, e foi dito que ouve um erro significativo na história original de Croglin: A história não ocorreu na década de 1870, mas na década de 1680, quase dois séculos antes. Embora essa fato coloque os eventos antes da publicação do Vampiro Varney, também põe a história suficientemente no passado para transformá-la em uma lenda inverificável.
  Embora, neste caso em particular de Vampirismo, seja inverificável, o fato de que casos históricos semelhantes tenham ocorrido ao longo de muitos países, dá credibilidade à existência de algum tipo de verdade por trás dessas lendas... mas que ainda assim colocam na mesma categoria como por exemplo, de dragões, que embora são onipresentes em quase todas as culturas ao longo da história, realmente não têm qualquer existência verificável na história.





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