sexta-feira, 19 de julho de 2013

Viagem no Tempo

  Viagem no tempo sempre foi um tema abordado em filmes e livros, histórias fantásticas sobre o tema povoaram a mente do homem durante séculos. A pergunta é: seria possível realmente viajar no tempo?
  Há dois séculos, muito do que pensavam ser impossível de se realizar, hoje em dia se mostra possível, os avanços da ciência têm acontecido de maneira exponencial, o que ontem era apenas um sonho, hoje grandes cientistas têm tornado realidade. Talvez mesmo hoje em dia já exista essa tecnologia, como sabemos, muitas das inovações tecnológicas ficaram por muito tempo ocultas em extremo sigilo antes de virem à público, ainda mais se tratando de uma tecnologia de cunho tão sério e impactante como viagem temporal. Segundo a Teoria Geral de Relatividade de Einstein, seria possível viajar no tempo para o passado, se este permitisse velocidades maiores do que a da luz. Mas sempre existem atalhos. Seria mesmo necessário tal velocidade para a viagem temporal? Não existiria outra maneira engenhosa? Convido vocês para participarem dessa jornada aqui no Z33, através de mais um mistério da humanidade: A Viagem no Tempo.


O Tempo

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  Se te perguntassem o que é o tempo, você saberia o que responder? Como definir algo que não podemos tocar?
  Ao contrário do que se comumente diz, vivemos em um mundo com 4 dimensões, sendo 3 delas de espaço (altura, largura e profundidade ou comprimento) e 1 do tempo. Sim, com a teoria da relatividade, desenvolvida sobretudo pelos trabalhos de Henri Poincaré e Albert Einstein, o tempo passou a ser visto como uma das dimensões do espaço quadridimensional chamado de espaço-tempo.
  Pode parecer estranho esse conceito, para a física clássica Newtoniana e para a percepção leiga, o tempo parece ser um parâmetro à parte das dimensões espaciais. Mas na realidade os dois estão intimamente ligados. Com a Relatividade, passamos a compreender que o tempo não é algo absoluto como muitos ainda imaginam; o tempo não passa da mesma forma para todo mundo. Quanto mais rápido um objeto se move, mais devagar o tempo passa para ele. Suponha hipoteticamente que você entre em uma nave que viaje numa velocidade próxima à da luz (299.792.458 m/s); se você viajar nela por 1 ano, quando você voltar à terra, terão se passado 20 anos! Agora você se pergunta se isso tudo não passa de algo hipotético; mas é claro que não: Essa teoria pôde ser provada pelos satélites, pois eles se movem a altas velocidades em volta da Terra. Sendo assim seus relógios tem de ser acertados diariamente, pois eles se atrasam alguns milionésimos de segundos em relação ao tempo na Terra. Agora, segundo Einstein, se você atingisse a velocidade da luz, o tempo pararia para você.
  Mas não é só a velocidade que pode alterar o tempo, além dela, existe outra força capaz desse feito: é a Gravidade. Sim, a gravidade, uma das 4 forças fundamentais da natureza (junto com a força forte, eletromagnetismo e força fraca), que faz com que os objetos que possuem massa exerçam atração um pelos outros. Ainda não está claro para a ciência de hoje o que provoca essa força, mas a principal teoria é de que sejam partículas virtuais; os Gravitrons.
  O argumento a favor do efeito temporal é o seguinte: Imagine-se um laboratório em aceleração que tem um relógio na sua extremidade superior e outro relógio idêntico na sua extremidade inferior. Enviam-se sinais do relógio inferior para o superior, e compara-se a taxa de emissão dos sinais, determinada pelo relógio inferior, com a da sua recepção, determinada pelo relógio superior. Quando um sinal enviado da parte de baixo atinge a parte de cima, o relógio de cima está em movimento relativamente ao sistema de referência em movimento uniforme onde o relógio de baixo estava em repouso quando o sinal foi enviado. Quer se argumente a partir do efeito de dilatação do tempo da relatividade restrita quer a partir do chamado "efeito de Doppler" — que, mesmo na física pré-relativista, mostra que um sinal enviado de uma fonte com uma dada frequência parece ter uma frequência mais baixa quando é observado por alguém em movimento de afastamento relativamente à fonte — torna-se plausível afirmar que o relógio de baixo parecerá estar a atrasar-se relativamente ao de cima. Ou seja, a frequência do sinal recebido pelo relógio de cima é, segundo o relógio de baixo, inferior à frequência do sinal emitido. Mas considere-se agora um laboratório que não está em aceleração, onde todo o dispositivo está em repouso num campo gravitacional. Pelo argumento de Einstein (frequentemente conhecido por "princípio da equivalência"), seria de esperar que o relógio situado mais abaixo no campo gravitacional pareça atrasar-se, do ponto de vista do relógio situado mais acima. Note-se que isto nada tem a ver com a força gravitacional sentida pelos dois relógios; ao invés, é determinado por quão abaixo está um relógio em relação ao outro no "declive" gravitacional. Assim, é de esperar que a gravidade tenha efeitos na medição de intervalos de tempo.

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   Agora voltando à questão dimensional do tempo, imagine por um instante se ele não existisse. O que separaria o aqui de ? Você pode argumentar que a distância continuaria existindo, o que não deixa de ser correto, mas partindo desse conceito, se por exemplo, você está em São Paulo e decide ir para Nova Iorque, sem o tempo, você imediatamente já não estará lá?! Sem o tempo, não haveria sentido no espaço. Podemos sentir como as coisas se comportam nas dimensões, mas podemos tocá-las realmente? Você pode ver como um objeto se comporta nas dimensões em que vivemos (ou seria apenas as que podemos perceber?), você vê uma esfera e a interpreta de acordo com as dimensões em que percebe, mas se você vivesse em um mundo com apenas 2 dimensões de espaço, você a entenderia como um círculo (nossa agora to filosofando demais hehe). Outro argumento: Você marca um encontro com uma pessoa e ela lhe diz para que a encontre na Rua do Manolo, 33 - terceiro andar. Você pode ir até o local, mas não será certeza de a encontrar, pois é uma informação incompleta, você precisa saber a hora em que deve estar lá. Portanto são necessárias 4 informações espaciais, e não apenas 3. Concluímos então que realmente o tempo é uma dimensão e está intrinsecamente ligada ao espaço.
  Até aqui foi dada a definição do comportamento do tempo em relação ao espaço, e a noção de que ele não é um parâmetro separado, mas está diretamente ligado, formando o famigerado espaço-tempo. Agora você pode se perguntar: "O que é o tempo"?
  Segundo o astrônomo Carl Sagan “o tempo é resistente a uma definição simples”, e quando se trata de algo que você não pode ver ou tocar, é realmente "complicado" definir; você pode sentir e observar os efeitos do tempo, mas não toca-lo. Você pode compreender melhor as 3 dimensões espaciais porque pode tocar os objetos -- diferentemente do tempo -- mas o que você toca é o efeito dessas dimensões no objeto e não as dimensões em si. Há físicos que argumentam que o tempo é uma ilusão, outros defendem ferrenhamente o contrário; há que diga que o tempo flui linearmente, outros que tudo ocorre ao mesmo tempo, e no entanto muitas pessoas usarão um simples relógio para defini-lo. Mas aqui me abstive menos à parte filosófica sobre tempo e mais no conceito dimensional do mesmo, que é o que interessa nesse post para dar continuidade ao assunto da viagem temporal.




Conceito de Viagem Temporal  

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  De posse dos conceitos básicos acerca do tempo, podemos especular possíveis maneiras de se viajar no tempo. Quando se trata do assunto, muitas pessoas costumam se limitar à Relatividade para descrever uma possibilidade da viagem temporal, usam o exemplo da nave viajando na velocidade da luz para viajar no tempo; no entanto, se estiver correta a Teoria da Relatividade, há alguns empecilhos que inviabilizam esse tipo de viagem.

- Primeiro: Segundo a teoria supracitada, é impossível ultrapassar a velocidade da luz, sendo assim, o único sentido de viagem temporal seria para o futuro, impedindo a volta dos tripulantes para o seu tempo original, visto que pela ótica relativista, seria necessário ultrapassar a velocidade da luz para retroceder no tempo.

- Segundo: E=mc², onde E é energia, m é massa e c é a velocidade da luz. De acordo com a equação, massa e energia são a mesma entidade e podem ser transformadas uma na outra. Devido a essa equivalência, a energia que um objeto tem graças ao movimento fará sua massa aumentar. Em outras palavras, quanto mais veloz um objeto, maior sua massa. Isso se torna perceptível somente a velocidades realmente altas. Se o objeto se mover a 90% da velocidade da luz sua massa será duplicada. Conforme um objeto se aproxima da velocidade da luz sua massa aumenta abruptamente. Se um objeto tentar atingir 299.792 km/s sua massa se tornará infinita, assim como a energia necessária para movê-lo. Por isso nenhum objeto normal pode viajar à velocidade da luz ou acima dela.
  Tais motivos tornam esse método de viagem inviável, afinal, além de todos esses empecilhos, que sentido teria mandar uma missão para o futuro sendo que ela não poderia retornar? se alguém tivesse interesse em bancar tal tecnologia, seria para buscar avanços no futuro/estudar o passado.
  Mas isso que dizer que a viagem no tempo é impossível? Claro que não. Sempre existem outros meios, mais engenhosos e eficazes do que a maioria costuma considerar a primeira vista.

Que tal examinarmos alguns exemplos? O físico britânico Stephen Hawking, em um artigo, explanou três formas de viajar no tempo que ele considera possíveis.

Wormholes
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  O exemplo usado por Hawking é um percurso de carro. Se você vai para frente você se move em uma dimensão. Se você vira para a esquerda ou direita, você se move em outra. A terceira é se você sobe ou desce algum relevo. E a quarta é o tempo que você leva para fazer isso.
Nos filmes normalmente vemos uma enorme máquina que cria uma brecha na quarta dimensão e nos permite viajar para o futuro ou para o passado. Embora a questão da máquina seja ficcional, o conceito pode ser até “praticável”.
As leis da física permitem a noção de viagens no tempo, através do que conhecemos como “buracos de minhoca”. Para Hawking, os buracos de minhoca estão ao nosso redor, só que eles são muito pequenos para serem vistos. Segundo ele nada que conhecemos é liso e completamente sólido – tudo tem pequenos buracos e rugas e isso quer dizer que o tempo, como a quarta dimensão, também teria imperfeições que poderiam ser aproveitadas para viagens no tempo. Isso se conseguíssemos encontrá-las.


Vapor quântico e micro-wormhole
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  Em escalas minúsculas – menores ainda do que a escala atômica – a matéria “vira” o que é chamado pelos físicos de vapor quântico. É lá que os buracos de minhoca de que falamos antes existem. Pequenos túneis que se abrem e se fecham de forma aleatória que podem levar a dois lugares diferentes no tempo.
Apesar de ser uma estrutura minúscula, Hawking acredita que seja possível pegar um buraco de minhoca e esticá-lo, deixando-o grande o suficiente para que uma pessoa passe por ele. Teoricamente eles poderiam nos levar para outros lugares no tempo. No entanto, como há paradoxos estranhos, envolvendo viagens ao passado (por exemplo, se você viaja ao passado e impede que seus pais se conheçam, como você nasceria para impedi-los de se conhecerem em algum lugar no futuro?), alguns cientistas acham que apenas a viagem ao futuro seria possível.

 O tempo como um rio corrente
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   Hawking acha que, talvez, a radiação pudesse inutilizar buracos de minhoca que cientistas esticassem para que as pessoas viajassem no tempo. No entanto, ele tem outra solução: navegar o rio das variáveis do tempo.
Para ele, o tempo flui como um rio e nós somos carregados pela corrente. Mas, como um rio, há lugares em que a correnteza é mais rápida ou mais lenta – e essa seria a chave para viagens ao futuro.
Albert Einstein propôs essa idéia cem anos atrás e, segundo Hawking, ele estava absolutamente certo. A prova pode ser encontrada em satélites que possuem relógios internos. Quando saem da Terra eles estão certos, mas os cientistas percebem que eles ficam adiantados no espaço porque o tempo fora do planeta seria mais rápido.
Einstein acredita que a matéria faz com que o tempo se arraste, por isso, no planeta, o tempo correria mais lentamente.

Além dessas soluções propostas por Hawking, há também:


O Universo de Gödel
  A solução clássica do matemático Kurt Gödel para as equações de Einstein descreve um Universo que gira rapidamente para resistir à contração imposta pela gravidade. Um dos efeitos colaterais de viver em um Universo como esse é que a luz viajaria em curvas, em lugar de linhas retas. Um viajante poderia chegar antes da luz a um determinado ponto, adotando uma trajetória mais curta e, depois de uma jornada longa o suficiente, voltar ao ponto de partida antes mesmo de ter saído.
Espaço-temporal de Van Stockum
  Esse grupo contém uma família de cenários para máquinas do tempo que se relacionam pelo seu uso de um cilindro denso e em rápida rotação ou, alternativamente, uma corda cósmica rotativa – um longo feixe de matéria de alta densidade remanescente dos primórdios do Universo. A rotação distorce o contínuo espaço-temporal de maneira que um viajante girando em torno do cilindro ou corda seja capaz de seguir uma curva fechada de caráter temporal e voltar ao passado. A dimensão do recuo dependeria do número de giros.
Buracos negros de Kerr
  O tipo mais simples de buraco negro dispõe de uma singularidade de densidade infinita, em seu centro. Os buracos negros Kerr são rotativos, o que distende essa singularidade e a faz adotar um formato de anel. Passando por esse anel da maneira correta, seria possível viajar em direção ao passado. O problema é que não existe maneira de escapar ao buraco negro. Um equivalente pentadimensional, o buraco negro BMPV, permite curvas fechadas de caráter temporal do lado de fora das fronteiras do buraco negro, caso sua rotação seja veloz o bastante.
A máquina do tempo de Gott
  Richard Gott, da Universidade de Princeton, sugeriu tomar duas cordas cósmicas paralelas e fazer com que voem uma em direção à outra, em alta velocidade, sem se chocar. Os viajantes que passassem em torno das duas cordas quando estas estivessem próximas o bastante poderiam se ver de volta ao ponto inicial de sua jornada.
Espuma Quântica
  Também tratada como espuma espaço-temporal, é um conceito relacionado com a mecânica quântica, concebido por John Wheeler em 1955. A espuma seria supostamente a fundação do tecido do universo,mas também se utiliza o termo como uma descrição qualitativa das turbulências do espaço-tempo subatômico, que tem lugar em distâncias extremamente pequenas, da ordem do comprimento de Planck. Nesta escala de tempo e espaço, o princípio de incerteza permite que as partículas e a energia existam brevemente, para aniquilar-se posteriormente, sem violar as leis de conservação de massa e energia. Mas que a escala de espaço e tempo se vê reduzida, a energia das partículas virtuais se vê incrementada, e dado que a energia curva o espaço-tempo, de acordo à teoria da relatividade geral de Einstein, isto sugere que em escalas suficientemente pequenas, a energia das flutuações seria suficientemente elevada para causar saídas significativas desta energia do espaço-tempo "liso" visto desde uma escala maior, o que lhe daria à trama espaço-temporal um caráter "espumoso" (como se composto de bolhas em permanente formação, anulação e alteração). Entretanto, sem uma teoria completa da gravidade quântica, é impossível saber como se apreciaria o espaço-tempo nestas escalas, já que se pensa que as teorias existentes não poderiam fazer previsões muito precisas neste contexto.
Os wormholes de Morris-Thorne
  No começo da década de 90, Michael Morris, da Universidade de Minnesota, e Kip Thorne, do Instituto deTecnologia da Califórnia (Caltech), postularam que um wormhole – um túnel pelo contínuo espaço-temporal- pode ser transformado em uma máquina do tempo se uma das pontas do wormhole for girada em velocidade elevada e a seguir os dois extremos forem aproximados de novo. Ao passar pelo wormhole e voltar à entrada pelo espaço normal, um viajante poderia reviver o passado. Um problema quanto a esse método é que matéria exótica (dotada de energia negativa) é necessária para manter o wormhole aberto.
Propulsão de dobra de Alcubierre
  Dobras espaciais permitiriam obter um efeito semelhante ao dos wormholes. O físico Miguel Alcubierre, da Universidade de Gales, foi o primeiro a conceber esse tipo de máquina do tempo, em 1994, enquanto investigava a plausibilidade de um motor de dobra espacial ao estilo de “Jornada nas Estrelas”. Em lugar de um túnel, o espaço existe dobrado, e uma passagem em forma de fenda pode ser criada para permitir viagens à velocidade superior à da luz entre dois pontos. Um dos efeitos colaterais é que o motor de dobra funciona também como máquina do tempo.
Essa proposta implica em algo muito maior: Supondo que a humanidade consiga esse feito, toda a sua História teria que ser revista. Em quantos pontos desse percurso houve a interferência desses “homens do futuro” no caminho percorrido por nós , “homens pré-maquina do tempo”? Ia ser uma confusão, que é preferível que ninguém invente. Existe teorias que dizem existir uma espécie de força de proteção cronológica que impede qualquer alteração da linha do tempo. Uma defensora dessa idéia é o paradoxo do avô. A verdade é que para haver tal alteração seria preciso a existência de “realidades paralelas” .

Logicamente, os mais conservadores dizem que é Impossível 
viagem, no, tempo, John, Titor, Máquina, maquina, wormhole, viajar, relatividade, passado, futuro  Ser conservador no meio científico é apenas aceitar o que é mais provável (trocando em miúdos, aceitar apenas o que a maioria considera certo). Esse é o caso de Du Shengwang e seu time de físicos.
Eles não aceitam outra possibilidade de viajar para o passado senão aquela que diz que temos que viajar acima da velocidade da luz. Acabou estudando um modo de provar como é impossível. O mentor da idéia publicou o seu trabalho na revista especializada “Physical Review Letters”.
Com a ajuda de lasers, os cientistas conseguiram separar um único fóton e medir sua velocidade no vácuo, encerrando um debate sobre a verdadeira velocidade da informação carregada por estas partículas.
 Há cerca de 10 anos, cientistas descobriram uma propagação chamada “superluminal” – ou mais rápida do que a luz – em alguns pulsos em meios específicos. Isso abriu a possibilidade de que viagens no tempo baseadas em mecanismos que superassem a velocidade da luz fossem possíveis. A pesquisa, do NEC Research Institute, se baseava no fato que um pulso finito de luz é a soma de um conjunto de ondas em diferentes frequências. Existiria, portanto, a velocidade de cada componente e a velocidade do conjunto como um todo- sendo que a velocidade de um dos componentes poderia ser maior que a do grupo. Essa detecção, no entanto, era falsa e tratava-se apenas um efeito visual. Mesmo assim, restava ainda a esperança de que um único fóton pudesse ultrapassar essa velocidade.
 O trabalho de Hong-Kong, no entanto, elimina essa possibilidade ao medir a velocidade máxima dessa partícula– algo inédito até então. Resumindo: viajar no tempo superando a velocidade da luz é muito improvável.



Paradoxos Temporais

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  Seguir a correnteza sempre exige menos esforço do que ir contra. Dessa mesma maneira parece seguir o raciocínio humano quanto a linha do tempo, nós o percebemos como uma linha reta no qual flui do passado para o futuro. Dessa forma, viajar para o futuro, para as possibilidades, não nos causa tanta estranheza quanto o contrário; viajar para o futuro tudo bem, mas o que aconteceria se você fosse para o passado? Se for possível, o que ocorreria no presente se algo fosse mudado?
  Com essas perguntas em mente, foram propostos muitos conceitos de paradoxos temporais para tentar especular o que poderia ocorrer em determinadas situações envolvendo uma viagem para o passado. Para você compreender melhor o assunto, citarei alguns exemplos:


Paradoxo do Avô: 
  Certamente o mais famoso paradoxo temporal. Suponha um viajante do tempo voltando ao passado para matar seu próprio avô quando este ainda é uma criança, desta forma o pai do viajante não nasceria, tão pouco o viajante. Mas, o que aconteceria ao viajante? Deixaria de existir? E as leis de conservação de massa/energia, seriam violadas?
Paradoxo da Acumulação: 
  Imaginemos que alguém volte a um determinado ponto do passado onde, originalmente, ele esteve. Encontraria sua própria cópia (ou melhor, seu original – ou será cópia?). Se voltasse a esse ponto da história outras vezes, veria várias cópias de si.
Paradoxo do Deslocamento em Trânsito:
   Viajantes do tempo levam consigo seu próprio tempo – o presente do modo exato que estava no momento de sua viagem – e não podem ser afetados por alterações ocorridas depois de sua partida. Sofrerão os efeitos dessas alterações quando voltarem ao seu tempo presente, agora modificado.
Paradoxo da Descontinuidade: 
  Quando um viajante do tempo encontra no passado um conhecido que partiu de um ponto do futuro diferente do dele. Essa pessoa pode não reconhecer o viajante, pois no presente eles ainda não se encontraram.
Paradoxo da História Retroativa: 
 Quando pessoas do futuro, que não haviam nascido na época de acontecimentos já ocorridos e historicamente registrados, acabarem tornando-se protagonistas desses mesmos eventos.
Paradoxo dos Loops Sexuais: 
  Acontece quando um viajante do tempo volta ao passado para fazer sexo com um ancestral e se tornar um ancestral de si mesmo.
Paradoxo da Fraude: 
  Quando alguma ação no passado, causada por um viajante do tempo vindo do futuro, afeta a linha do tempo, e depois a versão passada do mesmo viajante decide não realizar a citada ação quando alcança aquele mesmo momento do futuro.
Paradoxo da Causa e Efeito: 
  Se alguém viaja para o passado no objetivo de alterar um evento para mudar o presente, assim que o fizesse o motivo pelo qual se viajou deixaria de existir, e consequentemente a viagem também. Neste paradoxo está baseado o filme “A Máquina do Tempo”.
Paradoxo das Linhas de Tempo Alternativas: 
  Segundo esse paradoxo, o passado não pode ser modificado, e qualquer tentativa de mudá-lo causará a criação de uma linha de tempo alternativa, de existência paralela à linha de tempo original a partir do ponto de mudança. A mera chegada do viajante no passado já causaria sua mudança.
Lei dos Paradoxos Menores: 
  Se dois paradoxos mutuamente exclusivos podem ocorrer simultaneamente, acontecerá primeiro o menos paradoxal.
Paradoxo Final: 
  Criado por um viajante do tempo que muda a História de modo que viagem no tempo nunca seja inventada.

  Esses são alguns exemplos das possibilidades paradoxais cogitadas que considero mais relevantes.




A Ordem Temporal
 
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    Assim como os acontecimentos do passado influenciam o presente, poderia o futuro influenciar o passado e presente?

  Uma reformulação radical da mecânica quântica sugere que o Universo tem um destino definido, e que esse destino já traçado volta no tempo para influenciar o passado, ou o presente.
É uma afirmação intrigante, mas alguns cosmólogos já acreditam que uma reformulação radical da mecânica quântica, na qual o futuro pode afetar o passado, poderia resolver alguns dos maiores mistérios do universo, incluindo a forma como a vida surgiu.
E, além da origem da vida, poderia ainda explicar a fonte da energia escura e resolver outros enigmas cósmicos.
O que é mais impressionante é que os pesquisadores afirmam que recentes experimentos de laboratório confirmam de forma dramática os conceitos que servem de base para esta reformulação.

Ordem oculta na incerteza
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  O cosmólogo Paul Davies, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, está iniciando um projeto para investigar que influência o futuro pode estar tendo no presente, com a ajuda do Instituto FQXi, uma entidade sem fins lucrativos cuja proposta é discutir as questões fundamentais da física e do Universo.
É um projeto que vem sendo acalentado há mais de 30 anos, desde que Davies ouviu falar pela primeira vez das tentativas do físico Yakir Aharonov para chegar à raiz de alguns dos paradoxos da mecânica quântica.
Um desses paradoxos é o aparente indeterminismo da teoria: você não pode prever com precisão o resultado de experimentos com uma partícula quântica; execute exatamente o mesmo experimento em duas partículas idênticas e você vai obter dois resultados diferentes.
Enquanto a maioria dos físicos que se confrontaram com esse problema concluíram que a realidade é, fundamentalmente, profundamente aleatória, Aharonov argumenta que há uma ordem oculta dentro da incerteza. Mas, para entender sua origem, é necessário um salto de imaginação que nos leva além da nossa visão tradicional de tempo e causalidade.
Em sua reinterpretação radical da mecânica quântica, Aharonov argumenta que duas partículas aparentemente idênticas comportam-se de maneiras diferentes sob as mesmas condições porque elas são fundamentalmente diferentes. Nós apenas não detectamos esta diferença no presente porque ela só pode ser revelada por experiências realizadas no futuro.
“É uma ideia muito, muito profunda”, diz Davies.

Consequências presentes do futuro
  A abordagem de Aharonov sobre a mecânica quântica pode explicar todos os resultados normais que as interpretações convencionais também conseguem, mas tem a vantagem adicional de explicar também o aparente indeterminismo da natureza.
Além do mais, uma teoria na qual o futuro pode influenciar o passado pode ter repercussões enormes e muito necessárias para a nossa compreensão do universo, diz Davies.
Os cosmólogos que estudam as condições do início do universo ficam intrigados sobre o porquê do cosmos parecer tão idealmente talhado para a vida.
Mas há também outros mistérios: Por que é que a expansão do universo está se acelerando? Qual é a origem dos campos magnéticos visto nas galáxias? E por que alguns raios cósmicos parecem ter energias impossivelmente altas?
Estas questões não podem ser respondidas apenas olhando para as condições passadas do universo.
Mas talvez, pondera Davies, se o cosmos já tem definidas algumas condições finais nele próprio - um destino -, então isto, combinado com a influência das condições iniciais estabelecidas no início do universo, pode perfeitamente explicar estes enigmas cósmicos.

Testando a seta do tempo
  É uma ideia muito boa - embora extremamente estranha.
Mas haveria alguma maneira de verificar a sua viabilidade? Dado que ela invoca um futuro ao qual ainda não temos acesso como causa parcial do presente, isto parece ser uma tarefa impossível.
No entanto, testes de laboratório engenhosamente inventados recentemente colocaram o futuro em teste e descobriram que ele poderia realmente estar afetando o passado.
Aharonov e seus colegas previram há muito tempo que, para certos experimentos quânticos muito específicos, realizados em três etapas sucessivas, o modo como a terceira e última etapa é realizada pode mudar dramaticamente as propriedades medidas durante o passo intermediário. Assim, ações realizadas no futuro (na terceira etapa), seriam vistas afetando os resultados das medições efetuadas no passado (na segunda etapa).
Em particular, nos últimos dois anos, equipes experimentalistas realizaram repetidamente experiências com lasers que mostram que, ajustando o passo final do experimento, é possível introduzir amplificações dramáticas no montante pelo qual o feixe de laser é desviado durante as etapas intermediárias do experimento. Em alguns casos, a deflexão observada durante a etapa intermediária pode ser amplificada por um fator de 10.000, dependendo das escolhas feitas na etapa final.
Estes resultados estranhos podem ser explicados de forma simples pelo quadro traçado por Aharonov: a amplificação intermediária é o resultado da combinação de ações realizadas tanto no passado (na primeira etapa) quanto no futuro (na etapa final).
É muito mais complicado explicar esses resultados usando interpretações tradicionais da mecânica quântica, afirma Andrew Jordan, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, que ajudou a conceber um dos experimentos com laser.
A situação pode ser comparada à forma como o modelo heliocêntrico do Sistema Solar, de Copérnico, e o modelo geocêntrico de Ptolomeu, ambos fornecem interpretações válidas dos mesmos dados planetários, mas o modelo heliocêntrico é muito mais simples e mais elegante.

Consequências cósmicas
  Embora os experimentos com laser estejam dando boas notícias para a equipe, Davies, Aharonov, Tollaksen e seu colega Menas Kefatos, da Universidade Chapman, na Califórnia, estão agora à procura de consequências cósmicas observáveis de informações do futuro influenciando o passado.
Um bom lugar para procurar é a radiação cósmica de fundo (CMB), o "brilho" remanescente do Big Bang. A CMB tem ondulações fracas de calor e frio e, trinta anos atrás, Davies desenvolveu um modelo com seu então aluno Tim Bunch que descreve essas ondas no nível quântico.
Davies e Tollaksen estão agora revisando este modelo no novo arcabouço quântico.
Físicos têm ideias já bem desenvolvidas sobre como era o estado inicial do universo e como pode acabar sendo seu estado final - muito provavelmente um vácuo, o resultado inevitável da contínua expansão.
A equipe está colocando estas ideias junto com seu novo modelo para ver se ele consegue prever assinaturas características da influência do futuro na CMB que possam ser captadas pelo telescópio espacial Planck.
"A cosmologia é um caso ideal para esta abordagem," afirma Bill Unruh, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. "Desde que Aharonov encontrou esses resultados tão estranhos em algumas situações, vale a pena olhar para a cosmologia."
Davies ainda não sabe se essas ideias vão produzir resultados. Mas se o fizerem, seria revolucionário.
"A coisa mais notável sobre Paul," avalia Michael Berry, da Universidade de Bristol, "é que ele tem ideias muito selvagens combinadas com extremo cuidado e sobriedade."
Este pode ser exatamente o caráter necessário para fazer um grande avanço. Pode até ser o destino de Davies, uma mescla de seu futuro e de seu passado.




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  " Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido."  - Mt 10:26

  Agora, depois de passar pela teoria, o pensamento mais óbvio é: "Se for possível a viagem no tempo para o passado, então pode-se encontrar algum vestígio disso através da história". Então por isso agora é hora da pesquisa de campo, hehe. Hoje em dia com a internet, tudo fica mais fácil, temos acesso a mais informações, mas o lado ruim é que se espalham muitas histórias falsas, dificultando muitas vezes a tarefa de encontrar um material verídico, por isso vou-me ater aos casos mais intrigantes de modo imparcial, deixando à cargo do leitor o que concluir à respeito dos casos.

Evidências Históricas

O Artefato de Coso, Califórnia -- 500 mil a.C.     
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  O Objeto (Artefato) de Coso,um Fóssil de 500 mil anos! Descoberto no dia 13 de Fevereiro do ano de 1961 por Mike Mikesell,Wallace A. Lane e Virginia Maxey em Olacha na California E.U.A (América do Norte) uma região desértica e montanhosa. Mas notem que dentro do Fóssil tem uma peça de um aparelho moderno! Se trata de uma peça de alguma maquina que foi perdido há mais de 500 mil anos atrás! Esse metal de que é feito o objeto é desconhecido na Terra,tem uma dureza semelhante ao diamante e mesmo depois de décadas não apresentou qualquer sinal de oxidação, não se trata de um objeto feito de Minerais da Terra,segundo estudos apontaram essa peça deve se tratar de algum tipo de “peça de um mecanismo”, segundo o Dr. Willis, assemelha-se a uma vela de ignição para um motor à explosão.

Impressão de Sapato no Xisto de Utah, Era Paleozóica, Período Cambriano, -- 505 a 590 milhões de anos de atrás. 

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  Em 1968, William J. Meister, desenhista e colecionador amador de trilobita, registrou a descoberta de uma impressão de sapato em Wheeler Shale, perto de Antelope Spring, Utah. Esta reentrância em forma de sapato e seu feitio foram revelados quando Meister abriu um bloco de argila xistosa. Claramente visíveis dentro da impressão, estavam os restos de trilobitas, artrópodes marinhos extintos. A argila xistosa portadora da impressão e dos fósseis de trilobita é do Período Cambriano, e deste modo, teria de 505 a 590 milhões de anos de idade. Meister descreveu a antiga impressão em forma de sapato num artigo publicado na Creation Research Society Quarterly: A impressão do calcanhar estava afundada na rocha cerca de um quarto de centímetro a mais do que a sola. A pegada era nitidamente aquela do pé direito, porque a sandália estava bem gasta do lado direito do calcanhar de forma característica. Nesta época da história do nosso planeta não havia planta ou vida animal em terra, mesmo os mais antigos tipos de peixes nadando nos oceanos não haviam evoluído. Deve ter sido uma paisagem estéril que este visitante do passado viu ao caminhar pela terra.

Teoria da Evolução da raça humana.

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  Arqueólogos estavam realizando escavações em um sítio na cidade de Omsk, na Sibéria e descobriram um crânio alongado. Não se sabe explicar ainda a razão pelo qual diversos povos antigos alongavam os crânios de certas pessoas, aparentemente escolhidas por algum critério desconhecido. Os crânios alongados são de pessoas do século 4 D.C. Pelos artefatos encontrados e uma linguagem rudimentar, uma hipótese que eles estavam tentando se parecer com os seus “deuses”.
  E esse costume de imitar os “deuses” não estaria presente apenas nessa cultura. Já é conhecido há tempos esse hábito estranho de alongar o crânio com tecidos presos às cabeças muito apertados. Muitos dos vestígios egípcios , fenícios, sumérios, entre outras civilizações mostram essa bizarra mania.
  Agora vem o mais interessante: estaríamos nós sendo vítimas de um ciclo temporal criado por nós mesmos? Segundo as expectativas dos adeptos da Teoria da Evolução, num futuro distante, nós humanos teremos os crânios alongados e seremos carecas. Se seríamos nós os próprios “deuses”, então imagine a confusão que é a nossa História e o tempo!
  Fulano vem do futuro e altera o passado. Só que quanto mais o tempo passado mas você percebe a importância da alteração. Os tais “deuses” provavelmente imaginariam o resultado. Pare e pense: como seria as civilizações antigas sem os seus cultos para os “deuses” e no que terminariam?
  Os egípcios, por exemplo, sem os deuses, sem faráos,  no que se transformariam? E os sumérios? Como nós, que querendo ou não, fomos influenciados por essas culturas seríamos hoje. A verdade é que qualquer, por menor que seja a alteração na linha temporal, ocasiona em uma mudança absurda a longo prazo. Pode ser que você tenha apenas matado uma formiga e que naquele momento não tenha surtido qualquer efeito, mas a longo prazo, isso alteraria a linha temporal de tal maneira que você não a reconheceria mais. Mas a explicação para isso pode ser que os "deuses" seriam outra espécie que visitava/visita nosso planeta a qual esses antigos cultuavam e se espelhavam. Fica a dúvida por ora.

Sola de Sapato de Nevada, Era Paleozóico, Período Permiano, datada em 213 – 248 milhões de anos atrás.
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  Em 8 de outubro de 1922, o caderno American Weekly do jornal New York Sunday American publicou um artigo de destaque intitulado “Mistério da ‘sola de sapato’ petrificada”, pelo Dr. W. H. Ballou. Ballou escreveu:
“Algum tempo atrás, enquanto explorava fósseis em Nevada, John T. Reid, destacado engenheiro de minas e geólogo, parou de repente e olhou para baixo em total perplexidade e espanto para uma rocha perto de seus pés. Pois ali, numa parte da própria rocha, estava o que parecia ser uma pegada humana! Uma inspeção mais rigorosa mostrou que aquela não era a marca de um pé nu, mas que era, aparentemente, uma sola de sapato que se transformara em pedra. A parte dianteira estava faltando. Mas havia o delineamento de pelo menos dois terços dela, e em volta deste delineamento passava um fio costurado e bem definido que tinha, segundo parecia, colado o debrum à sola. A seguir havia outra linha de costura e, no centro, onde teria pousado o pé se o objeto tivesse sido mesmo uma sola de sapato, havia uma reentrância, exatamente como teria sido feita pelo osso do calcanhar esfregando e desgastando o material com que a sola havia sido feita. Reid entrou em contato com um microfotógrafo e um químico analítico do Instituto Rockefeller, que tirou fotos e fez análises do espécime. As análises eliminaram quaisquer dúvidas quanto ao fato da sola de sapato ter estado sujeita à fossilização Triássica… As ampliações microfotográficas são vinte vezes maiores do que o próprio espécime, mostrando os mais diminutos detalhes da torção e urdidura do fio, e provando, de forma conclusiva, que a sola de sapato não é uma semelhança, mas estritamente o trabalho manual do homem. Mesmo a olho nu, podem ser vistos distintamente os fios e os delineamentos de perfeita simetria da sola de sapato. Dentro desta borda e em sentido paralelo a ela, está uma linha que parece ser regularmente perfurada como que por pontos. A rocha Triássica portadora da sola de sapato fóssil é hoje reconhecida como sendo datada em 213 a 248 milhões de anos de idade. Um sapato obviamente moderno, completo com costura, e gravado no tempo numa rocha Triássica antiga.”
  
Crânio Humano Moderno encontrado na Itália, Era Cenozóica, Período Plioceno, datado de mais de 3 – 4 milhões de anos atrás
   Em fins do verão de 1860, o professor Giuseppe Ragazzoni, geólogo do Instituto Técnico de Bréscia, viajou para Castenedolo, cerca de 10 quilômetros a sudeste de Bréscia, para recolher conchas fósseis nos estratos do Plioceno, expostos numa vala na base de uma colina baixa, o Colle de Vento. Aqui ele descobriu este notável crânio humano anatomicamente moderno. A camada onde ele foi encontrado foi estabelecida como sendo do período Astiano do Plioceno. De acordo com autoridades modernas, o Astiano pertence ao Plioceno Médio, o que daria ao crânio uma idade de 3 – 4 milhões de anos.
 Crânio Humano Moderno em Buenos Aires, mais de 1.000000 de anos de idade
  Em 1896, trabalhadores escavando uma doca seca em Buenos Aires encontraram um crânio humano moderno. O estrato Pré-Ensenadeano no qual o crânio de Buenos Aires foi encontrado é de no mínimo 1.0 – 1.5 milhões de anos de idade. Mesmo a 1 milhão de anos, a presença de um crânio humano inteiramente moderno em qualquer parte do mundo é altamente anômala. Por que, e como este humano moderno chegou em Buenos Aires, mais de 1,000,000 de anos à frente de seu tempo? 

Esqueleto Humano Moderno da Tanzânia, mais de 1.000000 anos de idade
  Em 1913, o Professor Hans Reck, da Universidade de Berlim, conduziu investigações em Olduvai Gorge (Garganta de Olduvai), na Tanzânia, Leste da África, na época, pertencente à Alemanha. Durante sua estadia em Olduvai Gorge, Reck encontrou um esqueleto humano anatomicamente moderno que permanece uma fonte de mistério e controvérsia até hoje. Este crânio moderno é de um esqueleto humano completo encontrado naquele ano. Os restos do esqueleto humano, incluindo o crânio inteiro, estavam incrustados na rocha, e tiveram que ser removidos com martelos e talhadeiras. Ele foi encontrado na parte superior de uma formação rochosa com datação superior a 1,000,000 de anos de idade.

Crânio de Neanderthal encontrado com um tipo de implante, Austrália, datado de 100 mil a.C.
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  Um crânio Neanderthal encontrado na Austrália pelo Dr. Morton Sorrel,chefe da expedição, em cujo interior foi encontrado um objeto com características que indicam ser algum tipo de implante, embora foi investigado por especialistas da Universidade de Sidney e o estudo não apresentou qualquer resultado conclusivo.
  Implante feito por nós mesmos vindos do futuro para algum tipo de análise da espécie ou abdução alienígena?





 Crânio Neanderthal furado à bala, Rodésia do Norte, 40 mil a.C.
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 Aqui a coisa fica mais interessante: Um crânio Neanderthal, furado à bala, exposto no Museu de História Natural de Londres, Inglaterra. Foi achado na região de Broken Hill, norte da Rodésia, África.
  Comparado às demais evidências essa se mostra promissora, devido à época, pois se houvesse uma civilização evoluída o suficiente para ter esse tipo de armamento à 40 mil anos atrás, certamente encontraríamos as provas de sua existência. Teria sido esse Neanderthal morto por um viajante do tempo como forma de autodefesa? Algo saiu errado durante a visita ao passado?
Ficam as dúvidas.




Crânio de Bisão perfurado por uma bala, datado de 10 mil a.C.
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  Mais uma pro "mural do esquisito":  Essa é a caveira de um Uro (tipo de bisão extinto) que foi encontrado próximo do Rio Liena, na URSS. Ela apresenta um buraco perfeitamente redondo e polido, parecido uma ferida de bala. O uro viveu ainda muitos anos depois de ser ferido.
  Estas caveiras sugerem a surpreendente possibilidade de que há milhares de anos esteve aqui alguma capacidade bélica superior à flechas de sílex (rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada)… Fica aí a mais uma vez a pergunta: tomaram um balaço de "treizoitão" ou ocorreu alguma outra coisa à qual ainda nos foge a explicação?!



As Lendas Urbanas 

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“Reabertura da ponte de South Fork depois da inundação de novembro de 1940. 1941 (?) – Ponte South Fork, Gold Bridge, B.C., Canadá”. É a descrição da foto ao lado. Notou algo diferente na fotografia?
  Um homem que parece usar óculos escuros modernosos ainda se veste de maneira despojada – para os padrões bem atuais – e segura uma câmera fotográfica portátil.
Como já comentamos, a imagem está disponível no site oficial dos museus do Canadá. Seria parte da exibição “Their Past Lives Here”,que teria sido exposta pelo menos desde o ano de 2004. Parece estar online desde fevereiro deste ano, possivelmente antes. A imagem com o “viajante do tempo” só foi notada como tal no final de março, quando foi indicada em alguns dos principais sítios onde este tipo de história pode ser disseminada: o fórum Above Top Secret, o agregador FARK e outros.
A princípio, dada a fonte, confiaríamos que seria uma fotografia autêntica, tomada pouco depois de 1940. Uma Error Level Analysis sugere que a imagem não foi manipulada digitalmente, ou pelo menos que, se foi, o manipulador foi perspicaz o suficiente para normalizar o erro por toda a imagem.

viagem, no, tempo, John, Titor, Máquina, maquina, wormhole, viajar, relatividade, passado, futuroApesar de ser uma nova história sensacional a partir de uma fotografia disponível em museu online canadense, histórias e mesmo imagens de supostos viajantes do tempo não são novidade. A lenda mais circulada na rede é a de Andrew Carlssin, o viajante do tempo do século 23 que apareceu subitamente em Wall Street no ano de 2003.

"…com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele tinha um portfólio avaliado em 350 milhões de dólares. Toda transação que ele fez deu lucros, em áreas inesperadas dos negócios, o que não pode ser simplesmente sorte… viajou de volta no tempo a partir de 200 anos no futuro e que seu conhecimento dessa era lhe permitiu acumular a fortuna que obteve. Era tentador demais para resistir", teria dito Carlssin durante a confissão…".

  Aos que levem a história a sério, é preciso informar que foi inventada pelo tablóide Weekly World News, conhecido por histórias absurdas como a pílula para eliminar flatulência, e que explorou toda a saga com bom humor.


John Titor, o viajante 0 

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  Nos anos 2000 a internet já era popular (bons tempos bate-papo uol, e-mail bol,  mas nada comparado ao panorama atual, com a explosão das redes sociais e a facilidade em encontrar dados pessoais sobre qualquer um. Na década passada, os fóruns de discussão destacavam-se entre outros sites, já que eram páginas movimentadas e restritas a temas específicos, como certos esportes, filmes ou games.
  Foi em um desses fóruns que surgiu um dos personagens mais misteriosos da internet. A partir de conversas com outros membros do local, John Titor dizia ser um viajante do tempo. Isso mesmo: ele teria vindo de anos futuros para cumprir um determinado objetivo e conversar com a população daquela época.
   Sua primeira postagem apareceu no fórum "Instituto Viagem no Tempo" em 2 de novembro de 2000, sob o nome de TimeTravel_0. Na época, as postagens nada tinham a ver com eventos futuros, e o nome "John Titor" não estava sendo usado. Em vez disso, as postagens discutiam sobre viagem no tempo em geral, sendo a primeira a descrição em "seis partes" do que uma máquina do tempo precisaria ter para funcionar (ver abaixo) e respostas a perguntas sobre como tal máquina funcionaria. As mensagens iniciais tendiam a ser curtas.
   Pouco tempo depois, TimeTravel_0 alegou ser um viajante no tempo do futuro e começou a postar descrições variadas de seu tempo. Gradualmente ele começou a responder perguntas postadas no fórum e começou a revelar uma imagem mais complexa do futuro. Embora muitas de suas postagens dissessem respeito a condição do mundo no futuro, Titor também respondeu a perguntas tanto no fórum quanto no IRC. Algumas vezes ele também falou sobre eventos mais atuais; por exemplo, em uma postagem inicial ele disse que "A importante descoberta que permitirá a tecnologia de viagem no tempo ocorrerá em cerca de um ano [2001] quando o CERN ativar sua maior instalação".
  O nome "John Titor" não foi apresentado até janeiro de 2001, quando TimeTravel_0 começou a postar no fórum BBS Art Bell (que requeria um nome ou pseudônimo para cada conta). As postagens de Titor cessaram no fim de março de 2001. Finalmente, alguns dos tópicos acabaram corrompidos; mas as postagens de Titor tinham sido salvas nos discos rígidos dos outros participantes e foram copiadas para Anomalies.net, junto com novas discussões sobre a ciência por trás da viagem no tempo de Titor assim como sobre suas predições. Por volta de 2003, vários sites reproduziram as postagens de Titor, rearrumando-as em narrativas. Nem todos se referem às datas originais de postagem.


Pontos Principais

viagem, no, tempo, John, Titor, Máquina, maquina, wormhole, viajar, relatividade, passado, futuro  Em suas postagens online, Titor alegou ser um soldado americano do ano de 2036, originário de Tampa na Flórida, que foi designado para um projeto governamental de viagem no tempo. Supostamente, Titor foi enviado de volta a 1975 para recobrar um computador IBM 5100 que ele disse ser necessário para depurar diversos programas antigos de computador em 2036; uma referência ao problema do ano 2038 nos sistemas Unix. O 5100 executa as linguagens de programação APL e BASIC. Titor foi selecionado para essa missão especificamente, dado que seu avô paterno esteve diretamente envolvido na montagem e programação do 5100.
  Titor alegou estar em uma escala no ano 2000 por "razões pessoais"; para coletar fotografias perdidas na (futura) guerra civil e para visitar sua família, de quem ele falou com frequência. Titor também disse que esteve, por alguns meses, tentando alertar qualquer um que escutasse sobre a ameaça da propagação da doença de Creutzfeldt-Jakob através de produtos com carne de vaca e sobre a possibilidade da guerra civil dentro dos Estados Unidos. Quando questionado sobre esses assuntos por um participante online, Titor também expressou um interesse em mistérios sem explicação como OVNIs (que em seu tempo ainda estão sem explicação). Titor sugeriu que OVNIs e visitantes alienígenas podem também ser viajantes no tempo de um futuro muito mais longe que o seu, que possuem máquinas do tempo superiores às suas.

A Máquina do tempo

  Titor descreveu a máquina do tempo em diversas ocasiões. Numa de suas primeiras postagens, ele a descreveu como "unidade de deslocamento no tempo de massa estacionária alimentada por duas singularidades duplamente positivas que giram no topo", produzindo uma "senoide Tipler deslocada padrão". Sua primeira postagem foi mais explícita, dizendo que a máquina continha:
  • Duas unidades de armazenamento magnético para as microssingularidades duplas
  • Uma variedade de injeção eletrônica para alterar as microssingularidades de massa e gravidade.
  • Um sistema de ventilação de raios X e congelamento
  • Sensores de gravidade, ou uma comporta variável de gravidade
  • Quatro principais relógios de césio.
  • Três principais unidades de computador.
  De acordo com as postagens, o dispositivo foi instalado na parte traseira de um Chevrolet Corvette conversível de 1967 e mais tarde movido para um caminhão de 1987 que continha direção de quatro rodas.
Titor, além disso, afirmou que o "modelo Everett-Wheeler da física quântica" estava certo. Esse modelo, mais conhecido como a interpretação de muitos mundos, postula que todo resultado possível de uma decisão quântica na verdade ocorre em um "universo" separado. Titor afirmou que esse é motivo pelo qual o paradoxo do avô não ocorreria; de acordo com a lógica do argumento, Titor estaria matando uma pessoa diferente de seu avô numa linha do tempo distinta da dele.
"...O paradoxô do avô é impossível. De fato, todo paradoxo é impossível. A teoria de Everett-Wheeler-Graham ou dos múltiplos mundos está correta. Todos os possíveis estados quânticos, eventos, possibilidades e resultados são reais, eventuais, e estão ocorrendo. As chances de todas as coisas acontecerem em algum lugar, durante algum tempo no superverso é de 100%."

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  Essas figuras acima seriam a peça chave da máquina do tempo, era ela que conseguia produzir o efeito de viagem temporal e foi nomeada como "Dispositivo de Distorção de Gravidade e Deslocamento no Tempo", sem dúvida era a peça mais importante de uma máquina do tempo.


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 Isso é nomeado pela física como "Buraco de Verme". Embora a teoria sobre ele já seja antiga John o desenhou de forma moderna , atualizada. Tanto que os padrões atuais seguem claramente esse modelo de visão.


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   Após cerca de quatro meses debatendo, Titor avisou que aquele seria seu último dia naquele ano e não realizou outras postagens desde então.
Após o sumiço, quem manteve contato com o viajante procurou informações sobre um "John Titor" ou uma família com tal sobrenome. Um ou outro registro foi encontrado, mas nada que levasse a uma conclusão sobre quem era o sujeito. Além disso, ninguém foi capaz de rastrear o IP ou localizar as postagens na época.

Mas nem por isso a febre John Titor passou: sites especializados e cheio de conteúdo em inglês surgiram para compilar as informações passadas pelo viajante e analisar suas falas, como o John Titor Times e o John Titor's Story (que são sites especialmente sobre o assunto).

Algumas das questões levantadas por Titor nunca foram respondidas - e ninguém apareceu por aí dizendo ser o autor da brincadeira. Caso ele exista de verdade, de acordo com as postagens, em 2013 ele já seria uma criança.

Previsões fracassadas

  As postagens enfrentaram o ceticismo quando foram publicadas, mas era impossível provar de antemão que os eventos previstos não iriam acontecer. Já que Titor afirmou que a interpretação de muitos mundos da física quântica estava correta, efetivamente significando que sua viagem foi de um universo paralelo e que as coisas poderiam acontecer diferentemente de como ele preveu, os detalhes que ele apresentou eram infalsificáveis.   Uma das primeiras declarações de Titor foi a de que a CERN descobriria a base para a viagem no tempo perto de 2001, com a criação dos buracos negros em miniatura cerca de meio ano após sua partida. Isso não ocorreu. Um artigo que seria publicado por volta do tempo que ele preveu a criação dos buracos negros em miniatura pela CERN (um tema recorrente, também atribuído a Fermilab e Brookhaven em várias épocas) foi tomado por alguns como uma evidência para sua afirmação; mas esses eventos também não ocorreram. A guerra civil não esteve nem remotamente perto de explodir após as eleições americanas de 2004, sem nenhum conflito adicional em 2008 da maneira que Titor descreveu.
Um exemplo particularmente óbvio envolve os Jogos Olímpicos, das quais Titor afirmou: "Como um resultado de muitos conflitos, não, não houveram Jogos Olímpicos oficiais depois de 2004."O estadiamento politicamente rotineiro dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2006, dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 e dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012 claramente refuta esse argumento.

Problemas com a tecnologia

viagem, no, tempo, John, Titor, Máquina, maquina, wormhole, viajar, relatividade, passado, futuro  No contexto da imagem de demonstração provida por John Titor, o fato do feixe do apontador laser ser "curvado" revela uma inconsistência óbvia, pois objetos perto do feixe não estão inclinados também. O enquadramento da janela visível do fundo, por exemplo, deveria aparecer distoricdo em proximidade a um grande gradiente de gravidade, mas não aparece. Alguns especularam que o "feixe" é na verdade uma fibra ótica.
  Titor afirmou que ele foi enviado para o passado para adquirir um computador IBM 5100, pois este poderia traduzir diversos tipos de códigos de computador. De acordo com o engenheiro da IBM Bob Dubke, as declarações de Titor a respeito da habilidade pouco conhecida do IBM 5100 de emular e depurar sistemas de estrutura principais estavam corretas. Defensores dizem que essa informação não era publicidade disponível em 2000 ou 2001 quando Titor fez sua declaração, o próprio Titor afirmou que esse recurso foi "descoberto" não antes de 2036, quando o Unix, como a fonte subjacente por trás de todos os sistemas operacionais de computador que continua executando infraestruturas locais e outras tarefas computacionais, estava a apenas dois anos de não ser capaz de funcionar mais devido às limitações de números inteiros de 32 bits.
  Entretanto, essa capacidade de emulação era amplamente conhecida na indústria e comentada profundamente em numerosas publicações que lidavam tanto com o 5100 como com os microcódigos progamáveis em geral. Referências a este fato estiveram também disponíveis na Internet antes de 1999 e portanto precederam as postagens de Titor. Isso é um pedaço bastante obscuro de trívia, mas que sugere que quem quer que seja que estava postando conhecia bem a máquina ou então tinha pelo menos um interesse geral em computadores antigos.

Problemas com a história

  Numerosos comentários apontaram amplas similaridades entre a história de Titor e o romance pós-apocalíptico de ficção científica Alas, Babylon de Pat Frank. Alas, Babylon se passa numa pequena cidade na Flórida um pouco antes e depois de uma guerra nuclear e descreve a luta pela sobrevivência de uma família após essa guerra. No livro, o protagonista vive na cidade mítica de "Fort Repose" (Repouso do Forte) , enquanto Titor afirmou que vive no "Forte", antes conhecido como Universidade da Flórida (UF). Uma análise dessas declarações também sugere diversas inconsistências dentro da história. Por exemplo, em algumas postagens Titor postula que o dinheiro é bastante usado e que as pessoas ainda têm cartões de crédito, apesar de sua outra afirmação de que o banco centralizado não mais existe (pensamento que provavelemnte não excluiria a possibilidade da moeda particular estar sendo usado). Em outra publicação ele especulou que o atual dólar americano seria utilizável no seu tempo, mas isso só ocorreria após a reorganização do governo federal de acordo com a sua própria história, possivelmente fazendo com que a moeda seja menos valiosa. Na maioria dos casos, ele afirma que teve sua educação básica na Universidade da Flórida, mas em outras postagens ele diz que foi escolarizado em casa.
  Outros problemas com a história incluem inconsistências relativas aos comentários de Titor. Sua primeira aparição parece ter ocorrido não em 2000, mas no verão boreal de 1998 através de duas mensagens de fax para um programa da rádio Art Bell, Coast to Coast AM. Quando ele começou a postar sua história online, o bug do milênio Y2K (1-1-2000) veio, porém não trouxe quaisquer problemas. Ainda nas mensagens de 1998 para a rádio Art Bell ele disse, "Y2K é um desastre. Muitas pessoas congelam até a morte tentando ir a climas mais quentes. O governo tenta manter o poder instituindo a lei marshall [sic]..."
  Na história online ele afirmou que uma parte de sua missão era previnir a futura guerra mundial mudando a história. Ainda em outubro de 2000, um mês antes dele começar a postar, ele apareceu numa sala de bate-papo IRC do Reino Unido. No chat, sua resposta à questão de Yariesa sobre ser possível ele mudar o futuro que ele estava prevendo foi a seguinte: "Já é tarde demais. Eu só desejo que as coisas não tenham que ocorrer da mesma maneira que elas ocorreram."

Inquérito da história

  O programa de TV italiano Voyager - Ai confini della conoscenza transmitiu uma investigação da história de John Titor em 19 de maio de 2008. Mike Lynch, o detetive privado contratado para tal investigação, supôs que não existem traços de registros, nem no passado distante, de qualquer John Titor ou família Titor. Além disso, a John Titor Foundation não tinha escritório e seu endereço é uma caixa de correio alugada; sem fitas, gravações, ou evidência de algum Titor; e somente Larry Haber (um advogado e dono dos direitos comerciais que envolvem John Titor) confirmou sua existência. A conclusão de Lynch é de que John Titor pode ser John Rick Haber, um expert em computadores que é ou foi irmão de Larry Haber.

O veredito?   Inconclusivo

  Pelas implicações dos fatos fica difícil esclarecer realmente a veracidade da história, visto que a teoria da viagem do tempo ainda mal engatinha, com que base poderíamos refutar ou comprovar os fatos? Há quem acredite e defenda a história, há quem ataque ferrenhamente. É óbvio que há incoerências no roteiros, mas para elas sempre haverá alguma outra explicação para embasar. Enfim, só o TEMPO mostrará a realidade final.


Considerações Finais

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  A viagem no tempo é um assunto comum em filmes, seriados e livros de ficção científica.  Uma das obras mais famosas é “A Máquina do Tempo”, livro de H.G. Wells, que já foi adaptado para o cinema e para os quadrinhos mais de uma vez.
Antes de Wells, a viagem no tempo foi abordada por outros autores, e está presente até mesmo em textos sagrados e antigos, como o Mahabharata. No famoso texto hindu, o Rei Revaita viaja para o céu para se encontrar com o criador Brahma e, ao voltar, descobre que eras se passaram enquanto ele estava fora da Terra.
  Embora Wells não tenha sido o primeiro a abordar o assunto em uma obra, ele foi o criador do termo “máquina do tempo”, que passou a ser usado para designar aparelhos utilizados pelos viajantes para ir de uma época a outra rapidamente. Como sabemos, muitas das invenções as quais hoje em dia estamos familiarizados como o telefone celular, já foram tema de ficção científica e no entanto hoje em dia fazem parte do nosso cotidiano.
  Muitas das histórias que lemos hoje em dia sobre viagem no tempo não passam de fraude, no entanto é possível que no meio de tantas pode haver algo de concreto. Afinal, mesmo hoje em dia correm tantos segredos com relação à assuntos considerados secretos pelo governo, os quais a população nem sonha em imaginar. Quem dirá, uma missão no tempo, caso isso ocorresse, os tripulantes teriam treinamento suficiente para encobrir perfeitamente seus rastros. Há também a questão das linhas do tempo, universos paralelos, infinitas probabilidades... caso viajássemos para o passado, haveria a possibilidade de criar outra linha no tempo, na qual não influenciaria nessa, e nesse caso não poderíamos receber de nós mesmos uma mensagem do futuro (!). São muitas variáveis a considerar, esse é um tema muito interessante e que rende muita leitura.





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