quarta-feira, 17 de julho de 2013

As Caveiras de Cristal

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  Os crânios de cristal são uma série de esculturas de crânio humano esculpidas em quartzo rosa ou leitoso, artisticamente conhecido como "cristal de rocha", as quais alega-se, por seus descobridores, serem artefatos pré-colombianos da Mesoamérica. No entanto, nenhum dos exemplares disponíveis para estudo científico foi autenticado como pré-colombiano de origem.

   De acordo com algumas pessoas que acreditam no sobrenatural e no ocultismo, as caveiras de cristal são mais do que artefatos interessantes. Elas podem representar maldição e destruição ou esperança e cura. Algumas pessoas acham que as caveiras de cristal podem ser usadas como bolas de cristal para ver o passado, o presente e o futuro. Afirmam que elas emitem energia psíquica, auras ou até mesmo sons. As pessoas que acreditam nisso citam mitos maias que se referem ao assunto. Um exemplo é uma história sobre 13 caveiras de cristal que foram espalhadas pelos maias há milhares de anos para serem descobertas e reunidas na modernidade.

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  Há pelo menos 12 delas, em museus e acervos particulares. A mais famosa teria sido descoberta por Frederick Mitchell-Hedges, em 1924, no Belize (América Central). É um crânio esculpido em quartzo, com 13 centímetros de altura e 5 quilos. Em 1970, o pesquisador Frank Dorland analisou o objeto, o que teria revelado dois detalhes intrigantes. A caveira realmente foi esculpida a partir de um bloco de quartzo, mas no sentido errado – o que, em tese, deveria ter quebrado o cristal. E a superfície do objeto era absolutamente uniforme, sem arranhões, sugerindo o uso de uma tecnologia que os maias certamente não tinham. Para os mais crédulos, isso serviu como prova de que as caveiras seriam obra de alienígenas. Dorland propôs uma tese um pouco menos mirabolante, mas que também não é fácil de engolir. Para ele, o objeto teria sido esculpido à mão pelos maias, com areia e água, num processo extremamente lento – que poderia ter levado de 150 a 300 anos. Será possível? O arqueólogo Paulo Zanettini, da Universidade de Campinas (Unicamp), que viu uma das caveiras no Museu Antropológico da Cidade do México, acredita que os povos da América Central eram capazes de fazer esse tipo de polimento. “A sofisticação deles era inimaginável.”


Do Ponto de Vista dos Entusiastas
(O que se conta por aí por parte dos defensores da veracidade das caveiras)

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 "Nenhum aparato tecnológico conseguiu até agora desvendar o mistério dos crânios de cristal encontrados entre ruínas das antigas civilizações maia e asteca, no México, na América Central e América do Sul e, mais recentemente, na Europa e Ásia.
Com o tamanho aproximado de um cérebro humano e imitando suas formas à perfeição (alguns têm até mesmo o maxilar móvel), eles foram esculpidos em quartzo e ametista por povos que, se supõe, dominavam técnicas sofisticadas do trabalho com minerais."

   O mais avançado laboratório de cristalografia do mundo – o da Hewlett Packard, na Califórnia, EUA – chegou à conclusão de que os crânios possuem um mecanismo interno de lentes e prismas que o homem moderno só começou a dominar há bem pouco tempo.
Segundo análises do laboratório da HP, de forma interessante e intrigante, os prismas e canais ópticos existentes dentro de suas estruturas, fazem converger a luz incidida sobre os crânios convergerem para os orifícios dos "olhos" e da "bocas" de cada um deles, como um canal de saída.
Ninguém descobriu o motivo e a função dessa característica dos crânios, mas alguns cientistas "opinam", dizendo que pode ser um tipo de código gravado em sua estrutura de cristal, como existem hoje nos microchips de computadores, ou então que a convergência da luz para a saída em seus "olhos" e "bocas" possa ser algo que deva ser aplicado em conjunto com todos os crânios, formando um "equipamento maior", quando todos eles estiverem reunidos em algum local específico.
Como explicar então que eles tenham sido moldados em época de nenhum recurso cientifico?
Como foram criadas as imagens holográficas (em três dimensões) de discos voadores, sereias e golfinhos, vistas dentro dos crânios, se a holografia é também uma conquista recente?

   Essas perguntas permanecem sem respostas, bem como é um mistério a idade desses cristais.
Não foi feito o teste de Carbono 14, pois ele não funciona com materiais inorgânicos.
Por isso, o pesquisador norte-americano Joshua Shapiro, mais conhecido como “Illinois”, estado norte-americano onde nasceu, que há sete anos investiga o fenômeno, tem se valido de informações fornecidas por sensitivos.
  Captando a energia emitida pelos cristais, eles chegaram à conclusão de que os crânios devem ter por volta de 4 mil anos de idade.
Segundo Shapiro, os crânios seriam espécies de computadores primitivos, onde estariam armazenadas as informações sobre a vida das culturas que os produziram.
   É possível. O químico norte-americano Don Robins, no livro "A Linguagem Secreta das Pedras (Editora Siciliano)", diz que o cristal possui depósitos de energia, que é liberada em forma de mensagens codificadas quando a pedra entra em contato com o homem.
Cabe a nós decifrá-las. Até que isso aconteça, as especulações em torno dos crânios vão continuar.
Shapiro, por exemplo, acredita que eles têm origem nos continentes perdidos da Atlântida ou da Lemúria ou ainda que sejam obra de extraterrestres.
“Paranormais com os quais temos trabalhado dizem que os crânios eram inicialmente de osso humano e que foram transformados em cristais pelo poder da mente.
Eles acreditam ainda que os crânios estão conectados de alguma forma a povos que vivem no interior da Terra”
, conta Shapiro.

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 Alguns dos crânios são comprovadamente fraudes, outros não se sabe ao certo, então fica a dúvida quanto à veracidade, pois apesar de algumas reivindicações no sentido de popularização literária, as lendas dos crânios de cristal com poderes místicos não figuram na genuína mitologia mesoamericana ou de outros nativos americanos.


 As Caveiras
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  A caveira adquirida pelo Museu Britânico veio da Tiffany & Co., em 1898. Ela supostamente veio do México e se tornou propriedade de Eugene Boban, um negociador de arte francês, antes da Tiffany's comprá-la. Em 1990, o museu colocou a caveira em uma exposição chamada "Fake? The Art of Deception" (Falso? A Arte da Decepção). A legenda menciona "possível origem asteca (em inglês), primórdios do período colonial". O Museu Britânico também tem uma caveira de cristal menor e mais rústica chamada de caveira asteca..
 A caveira de Paris, que já foi considerada asteca, é mantida pelo Museu do Homem (Musée de l'Homme). Ela é mais rústica do que a caveira do Museu Britânico e possui uma fenda no topo, supostamente para abrigar uma cruz. Tem a metade do tamanho das outras duas, pesa quase 3 kg e mede cerca de 12 cm de altura e 15 cm de comprimento. Alphonse Pinart a comprou de Eugene Boban em 1878 e a doou ao museu, que também tem uma caveira de cristal muito pequena com cerca de 4 cm de comprimento.

   Em 1992, o Museu Nacional de História Americana da Instituição Smithsonian recebeu uma caveira de cristal pelo correio. Ela é maior do que uma real, pesa pouco mais de 15 kg e mede 23 cm de altura por 20 cm de comprimento. O bilhete anônimo, que veio com a caveira, dizia que ela era uma "caveira de cristal asteca" e que havia sido "comprada na Cidade do México em 1960". Ela é oca, feita de cristal branco leitoso e é rusticamente esculpida, em comparação com algumas das outras caveiras.

Além dessa, existem também:
  • Max, a "caveira de cristal do Texas", é uma peça única e transparente da Guatemala. Ela pertence à Jo Ann Parks, que começou a exibi-la nos anos 80;
  • "ET" é uma caveira de cristal esfumaçado supostamente descoberta em 1900, de propriedade de uma família da América Central. O crânio é pontiagudo e possui uma oclusão defeituosa. É de propriedade de Joke van Dieten, que também possui vários outros exemplares;
  • Uma caveira de cristal de ametista chamada "Ami" foi supostamente encontrada em meados de 1900. Ela possui uma linha branca irregular ao redor da circunferência e acredita-se que seja maia;
  • "Sha-na-ra" é transparente, pesa cerca de 6,5 quilos e é de propriedade de Nick Nocerino, que diz ser um especialista em pesquisa de caveiras de cristal. Ele afirma que ela foi encontrada no México.
  Além dessas, existem várias pequenas caveiras (3 cm de diâmetro) em museus, consideradas astecas ou mistecas, com furos verticais ou horizontais. Essas pequenas caveiras de cristal foram provavelmente usadas como colares.

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Algumas pessoas acreditam que algo sobrenatural aconteceria com as caveiras reunidas.
                              

O Veredito?
  Aqueles que acreditam no poder das caveiras de cristal já fizeram afirmações fantásticas sobre suas capacidades. Anna Mitchell-Hedges afirma que a sua caveira foi usada em curas, mas nunca especificou nada. A proprietária da caveira “ET” acredita que ela tenha ajudado na cura de seu tumor cerebral. Muitas pessoas que encontraram as caveiras de cristal mais conhecidas as descrevem como capazes de emitir uma forte “energia psíquica.”
  Mitchell-Hedges só permitiu que a sua caveira deixasse as suas mãos uma vez, em 1970. O restaurador de arte Frank Dorland estudou a caveira durante seis anos. Ele afirmou ter ouvido sinos tilintando e o som do canto de um coral. Dorland também disse ter visto uma aura ao redor da caveira e ser capaz de ver imagens quando olhava fixamente para ela.
  Alguns "fãs" das caveiras apontam as propriedades piezoelétricas (fenômenos elétricos observados em cristais) do cristal de quartzo como uma prova do poder delas. Eles dizem que elas funcionam como grandes chips de computador que gravaram a história da Terra, ou até mesmo mensagens alienígenas ou de civilizações perdidas. Nós apenas devemos descobrir o melhor jeito de “lê-las”.
  Frank Dorland também fez muitas outras observações, menos duvidosas, sobre a caveira de Mitchell-Hedges. Ele afirmou que ela exibia sinais de “rangido mecânico nas faces dos dentes”. Norman Hammond, um especialista em maias, que examinou a caveira enquanto ela era exibida num programa de TV com Anna Mitchell-Hedges, declarou que ela também tinha furos obviamente feitos com uma furadeira de metal. Dorland também afirma ter levado a caveira de Mitchell-Hedges ao Laboratório da Hewlett-Packard para saber mais sobre sua composição. Ela foi colocada em um tanque de álcool benzílico, onde se tornou quase invisível. Isso provou que a caveira era mesmo feita de cristal de quartzo (álcool e quartzo possuem o mesmo coeficiente de difração - os dois desviam raios de luz no mesmo ângulo). Dorland afirma que os pesquisadores da Hewlett-Packard também determinaram que ela foi esculpida a partir de uma única peça de cristal e sem levar em consideração sua simetria. Todavia, a Hewlett-Packard não tem registros desses testes.
  Em 1980, no programa de TV de Arthur C. Clarke, "Mundo Misterioso" (“Mysterious World”), o especialista em pedras preciosas Allan Jobbins disse a Anna Mitchell-Hedges que a caveira provavelmente foi trabalhada depois de 1700. Ele disse também que o cristal era originário do Brasil (país que nunca foi habitado pelos maias).

  Mais uma vez, sempre que uma história envolve grandes mistérios, há controvérsias e vários pontos de vistas discordantes. Sempre há quem quer acreditar na história e a defende, e quem discorda e desmistifica. Mais uma vez, devido à várias fontes duvidosas fica difícil declarar uma certeza, visto que essas histórias debilitam a credibilidade do assunto.





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